segunda-feira, 24 de setembro de 2018

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Algo sobre Inácio de Loiola

Na História da Igreja, poucos santos tiveram profundo destaque na vida religiosa como Santo Inácio de Loiola. Os sacerdotes pertencentes à Congregação Religiosa fundada pelo aludido Santo são os chamados jesuítas. E a organização tem o nome de Companhia de Jesus.

 O atual papa Francisco fez sua profissão religiosa na Companhia de Jesus no dia 12 de março 1960. Inácio, ou Iñigo, nasceu em Loiola, na Espanha. Na sua juventude, era o tipo de jovem elegante, educado e espirituoso.

 Lutava com armas, quando, no cerco de Pamplona foi atingido de maneira seriíssima. Teve, por conseguinte, de ficar hospitalizado. No longo período de internação no hospital para preencher o tempo, interessou-se em ler a vida dos santos.

Contudo não ficou apenas em apreciar a vida heroica e extraordinária dos santos, mas começou a refletir a respeito de sua vida e foi verificando que não vivia muito seriamente. Observou que havia muita futilidade no seu “modus vivendi”.

Fez uma peregrinação à Terra Santa, quando refletiu sobre os mistérios da encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. De regresso a seu país percebeu que muito poderia fazer, com a ajuda da graça de Deus, em razão disso, refletiu que, mais conhecimento e mais estudos, seria melhor.

Foi a Paris e conseguiu que alguns companheiros o acompanhassem no seu novo ideal de servidor de Cristo e, consequentemente, lançou os fundamentos da chamada Companhia de Jesus.

Ressaltou o valor da obediência, não uma obediência cega, mas racional. Indiscutivelmente conseguiu novos caminhos em relação ao espírito missionário em vários lugares do mundo. Ele ainda estava vivendo sobre a face da terra, quando missionários jesuítas vieram ao Brasil a trabalhar junto aos índios. Qualquer aluno, no nosso País, aprende algo da catequese efetuada por José de Anchieta e Manoel de Nóbrega, além de outros jesuítas.

E, como se sabe, Padre José de Anchieta é hoje Santo Canonizado e muitos e relevantes trabalhos foram realizados por ele e vários outros jesuítas, na chamada terra da Santa Cruz.

Convém acrescentar que Inácio de Loiola expressou o voto de amor ao Papa, a ponto de certo jesuíta nas suas pregações costumava dizer: Quem não ama o Papa, não é de Jesus Cristo.

 No seu leito de dor, Inácio apontou para o globo terrestre, diante dos jesuítas que o rodeavam e clamou: “Deixo-lhes o mundo.”

“Inácio fundou em Roma o Colégio Romano e o Colégio Germânico, a fim de preparar apóstolos de Cristo para o mundo. Faleceu em Roma, no dia 31 de julho de 1556, com 65 anos de idade. A Companhia de Jesus, apesar das perseguições que sofreu, floresceu cada vez mais e ainda hoje, conta com um verdadeiro exército de religiosos e apóstolos“. (Conforme afirma Dom Servilio Conti.)

 Ninguém deve ficar triste porque seu nome não vai aparecer na história da humanidade. Quem procura sempre fazer o bem, ainda que fique no completo esquecimento, terá na outra vida não uma ligeira felicidade. É uma felicidade plena e completa por toda a eternidade.

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