segunda-feira, 22 de julho de 2019

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Laboratório da Ufal indica chuvas acima da média na Caatinga

Por Redação com Ascom Ufal

No mês de janeiro o Sistema de Monitoramento e Alerta para a Cobertura Vegetal da Caatinga (SimaCaatinga), mapeou as condições da vegetação da região, em resposta às primeiras chuvas ocorridas no início do ano. O sistema foi lançado desde 2016 pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTIC).

Com uma metodologia que permitiu integrar informações de precipitação (chuvas), obtidas via satélite, com o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), os resultados do monitoramento confirmaram uma nítida recuperação da Caatinga diante da chegada das chuvas na região.

Na comparação dos mapas abaixo  foi possível verificar a coincidência entre a expectativa de chuvas proposta, previamente, por um modelo climático, e as precipitações efetivamente ocorridas no Semiárido brasileiro, conforme análise posterior da sua cobertura vegetal.

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Chuvas acima da média em março

A depender dos modelos climáticos divulgados pelo SimaCaatinga, haverá chuvas acima da média na Caatinga.

Os dois primeiros mapas acima mostram a confirmação da previsão dos modelos climáticos para janeiro de 2018, mediante o processamento do Índice da cobertura vegetal da Caatinga, feito através de imagens de satélite. O terceiro mapa apresenta a previsão climática desse modelo para o Semiárido brasileiro, no próximo mês de março de 2018, quando ocorre o pico da estação chuvosa na região.

Considerando que o modelo utilizado pelo SimaCaatinga obteve êxito na previsão climática para janeiro de 2018, há grande possibilidade de que as previsões para os próximos meses também sejam bem-sucedidas em seus resultados.

Caso isso ocorra, a boa notícia é que haverá chuva acima da média na maior parte da região, cuja intensidade irá variar de normal a extremamente chuvoso. Somente em um trecho da área leste da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, as chuvas serão moderadas, consideradas normais.

Essa previsão contraria uma tendência de forte redução das chuvas na região nos últimos anos, conforme mostrado nos mapas históricos disponibilizadas no SimaCaatinga. Além do monitoramento via satélite, o Lapis também tem atuado no sentido de validar esses dados em campo, com a utilização de drones, conforme vídeo apresentado aqui.

Impactos do Monitoramento  

Os impactos das chuvas nas duas primeiras semanas deste mês de fevereiro sobre a vegetação podem ser comparados nos mapas abaixo, produtos do monitoramento realizado pelo Lapis. Observe as mudanças nos estados do Ceará, Piauí e outros, a Caatinga em crescente processo de reverdecimento, de acordo com a frequência e intensidade das chuvas.

O monitoramento da cobertura vegetal, realizado pelo Lapis, divulgado por meio do SimaCaatinga, é importante por oferecer informações confiáveis sobre as condições da vegetação da região para todo o Semiárido brasileiro, uma vez que está integrado à ocorrência ou não de chuvas no local.

Esse mapeamento também permite visualizar quais os impactos associados à criticidade do bioma, dentre os quais: perda de matéria orgânica dos solos, secas, degradação ambiental, processo de desertificação, entre outros.

Essa ação pode beneficiar diversos setores da sociedade. Graças ao monitoramento da vegetação e da seca na Caatinga, gestores públicos podem dispor de uma análise abrangente sobre os principais problemas ligados à agricultura familiar e pecuária, bases de sustentação da economia da região. Para mais informações sobre o assunto, acesse aqui.

Técnicos extensionistas de organizações sociais e entidades públicas podem aprofundar seu trabalho com produtores rurais, utilizando a plataforma. Empresários ligados ao agronegócio conseguem planejar melhor as suas safras e investimentos. O sistema favorece ainda o planejamento de ações de mitigação da seca e das mudanças ambientais. Para saber mais sobre os impactos das mudanças climáticas sobre a Caatinga, acesse o link.

Sobre o SimaCaatinga

A plataforma oferece à comunidade científica produtos relacionados ao monitoramento e alerta da cobertura vegetal do bioma, permitindo caracterizar a dinâmica da Caatinga e sua relação com os padrões de precipitação anual. Assim, as condições de saúde da vegetação podem ser avaliadas de acordo com a situação de escassez ou suficiência de chuvas na região semiárida brasileira.

Os dados utilizados no monitoramento são obtidos através de imagens do satélite Meteosat-10, com resolução espacial de 3 km e resolução temporal diária, produzido pela Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos (Eumetsat).

Na área de previsão climática, o SimaCaatinga tem contribuído para validar, por meio de imagens de satélite, as previsões de chuvas indicadas pelos principais modelos climáticos, que são sistemas que utilizam métodos quantitativos para simular as interações da atmosfera, oceanos e superfícies continentais. Dentre suas aplicações, estão permitir o estudo da dinâmica do clima e projeções de cenários de mudanças climáticas no futuro.

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