domingo, 16 de dezembro de 2018

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Falta de servidores compromete atendimento nas agências do INSS e revolta usuários em Maceió

Por Redação com G1 AL

A demora no atendimento nas agências do Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) tem revoltado usuários e quem procura os serviços em Maceió. De acordo com o órgão, o problema vem acontecendo por conta da redução no quadro de funcionários.

Para ter acesso aos benefícios, a população sofre com as filas quase sempre lotadas das agências. Uma beneficiária chegou a fazer um registro em vídeo mostrando o descaso.

“Sete meses que estamos na espera. Queremos dar entrada no auxílio-doença, meu pai está incapacitado com laudo médico na mão. Chegamos com agendamento mas já começou tudo atrasado”, relatou uma mulher que aguardava na fila de espera.

Na agência do bairro da Jatiúca, nove guichês estavam vazios entre 17 disponíveis. Com menos gente trabalhando, o tempo de espera aumenta e chega a sete horas.

Sobre o transtorno, o setor de comunicação do órgão informou que na última década o quadro de funcionários sofreu a redução por diversos motivos, como a aposentadoria. Já o número de agências foi multiplicado por seis, ainda de acordo com o INSS.

“Há oito, dez anos tínhamos um efetivo superior a 800 servidores. Hoje, nossa realidade é de 390 servidores. Desse total, 180 já recebem o abono permanência. Só nos resta aguardar o que está prometido, que é um concurso público amplo. Creio que a partir de novembro, no período eleitoral deve acontecer”, explicou o gerente-executivo do INSS no estado, Edgar Barros.

O gerente disse ainda que o estado tem apenas 35 médicos peritos, quando o ideal seria pelo menos 80. Segundo ele, o drama da falta de efetivo é nacional.

“Nós temos agências com dois servidores aqui [no estado]. Hoje, o gerente não é mais especialista em gestão, é generalista. Tem que trabalhar a gestão e ir pro balcão para dar uma satisfação à sociedade”, complementou.

Embate

No ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas obteve uma decisão favorável da justiça federal, que determinou em caráter liminar ao INSS estadual, um atendimento mais rápido e a realização de perícias médicas em até 45 dias.

Contudo, o INSS conseguiu suspender a liminar. Atualmente, o processo está no Trbunal Regional Federal (TRF) para julgamento.

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