domingo, 18 de novembro de 2018

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Clube de corrida do Ifal Palmeira: projeto que leva à superação de alunos e servidores

Por Assessoria
Clube de corrida do Ifal Palmeira:

Clube de corrida do Ifal Palmeira:

Você já ouviu falar dos clubes de corrida? O Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Palmeira dos Índios, não só ouviu falar, como também tem um. O grupo é capitaneado pelo professor de Educação Física, Maurício Ricardy, e desde 2016 vem atraindo alunos e servidores da Instituição. Ao todo, 15 atletas fazem parte dessa equipe. São 11 alunos e quatro professores. Todos com um só objetivo: ter qualidade de vida através da corrida.

Inicialmente o grupo surgiu a partir da ideia de Maurício que sentiu a necessidade de integrar alunos que excediam a idade para participar de competições escolares. No estado, essas disputas englobam alunos de até 17 anos e no Ifal, atletas de até 19. “Comecei a participar de corridas de rua, e então trouxe a ideia para eles, já que muitos não tinham mais idade para participar das competições escolares. Eles abraçaram o projeto e em outubro de 2016, demos início. O grupo teve que passar por uma série de treinamentos até provar que estava disposto a participar”, diz Maurício.

Os treinos sob a supervisão do professor ocorrem às quartas-feiras, em dois horários: às 7 h ou 17 h, a depender da disponibilidade de cada participante. “Além disso, prescrevo treinos para os outros dias da semana e fico acompanhando via aplicativos e mensagens instantâneas. Caso sintam alguma dificuldade, devem repassá-la para mim”, alerta Maurício, que ainda frisa que o clube está aberto para todos os alunos e professores do campus.

Mais do que incluir os alunos em competições, o clube tem como objetivo o bem-estar e a saúde corporal, visando a melhoria da circulação sanguínea e da resistência cardiorrespiratória dos participantes, além da perda de peso – conforme relatado.

“Eu pratico mais a caminhada e alterno com a corrida. Já tive uma perda considerável de peso, o que faz me sentir mais leve. Visualmente a mudança é notória”, conta a diretora-geral do campus, Ana Quitéria Menezes.

O próprio Maurício também é exemplo dessa mudança no visual. “Chegou um momento da minha vida em que eu estava pesando 120 kg. Sabia que teria que procurar algo para mudar isso e então comecei a correr. Coloquei como objetivo fazer uma corrida de 10 km, que foi a minha primeira. Fui gostando da atividade e hoje não vivo mais sem. Saí dos 120 e hoje estou com 94 kg. Penso que o professor de Educação Física tem que ser um espelho para seus alunos, afinal muitos questionam: como ensina e não faz?”, indaga.

Gilson Leite, aluno de Engenharia Civil, de 18 anos, conta sua experiência: “A corrida trouxe mais disciplina, além de novos amigos. Como moro em Arapiraca (a 47 km de Palmeira), procuro adequar os treinos ao meu horário de estudo”, afirma o estudante, que já chegou a perder 13 kg após entrar para o clube. “Pesava 100 kg, cheguei aos 87 kg e hoje estou com 92 kg”, detalha.

Auxílio e resultados

Treinos, viagens para competir e muita determinação. Essa é a rotina dos 11 alunos participantes do clube de corrida. Como forma de incentivá-los e custear despesas no caso de viagens e corridas particulares, o Ifal paga a inscrição deles, assim como dá um auxílio financeiro para gastos com alimentação e hospedagem.

O incentivo vem rendendo bons frutos como os alcançados pelos estudantes durante a Corrida da Virada, em Maceió. Nela, eles percorreram 5 km, e os resultados foram positivos. “Na categoria até os 19 anos, levamos o 2º e 3º lugares, através dos alunos José Andersson Silva e Murillo Herberth da Silva. Já na categoria de 20 a 24 anos, alcançamos o 1º lugar, com Jadielson Gomes e o 3º, com Izael Ferreira”, vibra Maurício.

A última disputa foi realizada na cidade de Maragogi, durante a XVI Corrida de São Gonçalo. Para alguns competidores, foi uma nova experiência, já que nela foram percorridos 8 km. “Foi interessante porque tenho notado que alguns alunos não estão mais conseguindo diminuir o tempo nos 5 km, então o objetivo é que eles migrem para os 10 km. Por conta disso, decidimos ir para a corrida de Maragogi, a fim de que eles se acostumassem com outras distâncias”, ressalta o professor.

Superação
Uma história inusitada relatada por um estudante do grupo é a de José Andersson Silva. O garoto, de 19 anos e aluno do curso Eletrotécnica, nunca foi fã de práticas esportivas e inclusive já ficou em recuperação na matéria de Educação Física, motivo que o levou a entrar para o clube.

“O professor Maurício me convidou para participar da primeira competição que foi nos Jogos do Ifal, em Maceió. Fui para correr 100 m, só que surgiu a oportunidade de fazer 3 km. Consegui chegar nos 800 m. Quando retornamos, Maurício mostrou o projeto do clube e então passamos quatro meses treinando. Desde essa época, já tive uma melhora considerável. Comecei fazendo 5 km em 40 minutos e hoje eu faço em menos de 20”, diz Andersson.

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