sexta-feira, 19 de Abril de 2019

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Prefeitura, Universidade e usuários discutem a saúde da população negra de Arapiraca

Por Laís Pitta
O projeto faz parte do Programa PET–Saúde/GraduaSUS, do Ministério da Saúde, e teve como objetivo discutir políticas públicas para as comunidades quilombolas de Arapiraca Foto de Lucas Ferreira

O projeto faz parte do Programa PET–Saúde/GraduaSUS, do Ministério da Saúde, e teve como objetivo discutir políticas públicas para as comunidades quilombolas de Arapiraca Foto de Lucas Ferreira

O projeto faz parte do Programa PET–Saúde/GraduaSUS, do Ministério da Saúde, e teve como objetivo discutir políticas públicas para as comunidades quilombolas de Arapiraca – Pau d’Arco e Carrasco. Juntas, elas somam quase 500 famílias, todas atendidas pelo SUS, que tem, como um de seus princípios, a integralidade. Ou seja: o sistema de saúde deve estar preparado para ouvir o usuário, entendê-lo inserido em seu contexto social e, a partir daí, atender às demandas e necessidades desta pessoa.

“Precisamos pensar o que as diferentes populações precisam, quais são suas especificidades. Os negros, por exemplo e aproveitando a temática do seminário, adoecem como efeitos decorrentes do racismo, muitos vivem em condições de marginalidade e violência, já na zona rural ainda utilizam práticas de subsistência, outros foram escravizados”, explicou a psicóloga e tutora do PET-Saúde no curso de psicologia da UFAL, Flávia Regina Guedes Ribeiro.

É essa natureza peculiar que é passada, através do Programa, para os alunos dos cursos de Medicina, Serviço Social, Ciências Biológicas, Educação Física, Psicologia e Enfermagem. “O PET-Saúde tem como fio condutor a integração ensino-serviço-comunidade”, destacou Aruska Magalhães, coordenadora do programa no município.

“Dessa forma os profissionais saem da faculdade preparados para oferecer um serviço equitativo e igualitário à comunidade, que inclusive é a proposta do SUS, mas infelizmente não é colocada em prática por aspectos culturais, biológicos, territoriais e políticos”afirmou Flávia. “Mas, de antemão, o PET-Saúde pensa na capacitação dos profissionais que já estão atuando e muitas vezes têm dificuldade em identificar suas práticas racistas e discriminatórias. Eles não se analisam com medo de se descobrirem preconceituosos”, completou.

Racismo faz mal à saúde e é esse olhar diferenciado que o município, com o apoio da UFAL, quer passar para os servidores através da observação de alunos, professores e público-alvo. No caso, os negros.

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