sábado, 17 de novembro de 2018

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MP-AL entra com recurso pedindo anulação do julgamento de Mirella Granconato

Por Redação com G1 AL

A assessoria de comunicação do Ministério Público de Alagoas (MP-AL) informou que o promotor Antônio Vilas Boas entrou, nesta sexta-feira (13), com um recurso no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) solicitando a anulação do julgamento de Mirella Granconato, acusada de matar a estudante universitária Giovanna Tenório que foi absolvida do crime de homicídio, mas condenada pela ocultação do cadáver.

O júri popular de Mirella Granconato aconteceu na quarta-feira (11) e a decisão foi considerada incoerente, até mesmo pelo juiz John Silas, que presidiu o júri, porque ao mesmo tempo que os jurados consideraram a ré inocente no crime, a condenaram por ocultação de cadáver.

Diante da decisão Mirella Granconato deve cumprir pena em liberdade prestando serviços para comunidade e pagar uma indenização no valor de R$ 20 mil à família da estudante.

Familiares e amigos de Giovanna Tenório se demonstraram decepcionados com a decisão e alegaram que apesar do julgamento não houve justiça.

Julgamento

Mirella chegou ao banco dos réus como autora intelectual do crime registrado em junho de 2011 que tirou a vida da estudante universitária Giovanna Tenório.

No entendimento da acusação, Mirella Granconato encomendou a morte de Giovanna Tenório porque a estudante teria um relacionamento amoroso com Antônio de Pádua Bandeira, que a época era esposo de Mirella.

Ela ficou casada com Bandeira por cerca de 9 anos e estão separados há pouco mais de um ano. Eles têm dois filhos, um de 7 e outro de 10 anos.

Bandeira não é acusado no processo. Ele chegou a ser preso preventivamente, mas nunca foi denunciado. Quando o juiz perguntou à Mirella se ele tem envolvimento no assassinato, a ré disse que não sabe. “Se eu soubesse, diria”.

No entanto o motorista de caminhão Alberto Bernardino da Silva, que prestava serviços para Bandeira, foi condenado a 29 anos de prisão em setembro deste ano pela morte da universitária. Na ocasião, o júri popular entendeu que ele foi o autor material responsável pela morte e ocultação do corpo da universitária.

Crime

Giovanna desapareceu em 2 de junho de 2011, próximo à faculdade onde estudava fisioterapia, no bairro do Farol. O corpo da vítima foi encontrado dias depois, em um canavial entre os municípios de Rio Largo e Messias.

Estudante Giovanna Tenório foi encontrada morta em junho de 2011 (Foto: Arquivo Pessoal)

Estudante Giovanna Tenório foi encontrada morta em junho de 2011 (Foto: Arquivo Pessoal)

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