quinta-feira, 21 de setembro de 2017

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Prefeitos alagoanos definem fim de lixões até dezembro deste ano

Por Redação com Assessoria

Prefeitos das regiões do Agreste, do Sertão e Vale do Paraíbas e reuniram hoje (12), em Palmeira dos Índios, para discutir o encerramento dos lixões, que deverá ocorrer até o dia 10 de dezembro deste ano. Além disso, eles discutiram a construção do aterro sanitário do Agreste e das áreas de transbordo, que também inclui a implantação de uma sede em Palmeira. O tratamento adequado do lixo urbano são soluções desafiadoras para os municípios alagoanos que precisam acabar de vez com os lixões, conforme Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pelo decreto federal 12.305/10.

No mês passado, o prefeito Júlio Cezar, a secretária Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Palmeira dos Índios (Semarhpi) e prefeitos alagoanos que integram o Consórcio de Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Agreste (Conagreste), estiveram em São Luís do Maranhão para conhecer o aterro sanitário da cidade, que é modelo em todo o país, e a destinação correta do lixo, administrado pela Usina de Reciclagem de Construção e Demolição (URCD). Eles possuem ecopontos instalados em pontos estratégicos da cidade para conter o lixo urbano. “A URCD está disponível para contribuir no que for necessário para que isto aconteça. Somos uma empresa ambiental e vamos colaborar com o Conagreste e os demais consórcios, para eliminar todos os lixões do Estado. Isso é necessário e terá que acontecer mais cedo ou mais tarde. Os prefeitos e a Conagreste estão de parabéns por esta iniciativa”, destacou o diretor executivo da URCD Pedro Davi.

A secretária Anna Luísa França lembrou que a coleta seletiva é importante para minimizar os custos com o transporte que leva o lixo do município para outras cidades. “Ficamos maravilhados com os ecopontos instalados em São Luís e esta é a solução para ajudar a manter as cidades limpas. A partir da destinação da coleta seletiva, os impactos com gastos de transportes para a CTR podem ser reduzidos e diminui, também, os impactos e danos provocados pelo descarte irregular do lixo no meio ambiente”, completou a secretária.

No final das discussões, o superintendente do Conagreste Ivens Leão disse que ficou definido na reunião um Plano de Trabalho e um Plano de Custeio para implantar com máxima urgência uma área de transbordo, que será feito primeiro em Palmeira dos Índios, onde já foi protocolada no município, por intermédio da Semarhpi, uma solicitação de viabilidade de área. “Creio que até o final do mês já teremos essa possibilidade de área, depois a gente licencia para que até dezembro a área de transbordo de Palmeira já esteja em funcionamento. Tem mais duas áreas que ainda precisam ser construídas, mas já estamos demandando para que outros municípios também já possam fazer o mesmo”, explicou.

Outra ação também discutida foi a implementação da coleta seletiva do lixo para operacionalizar as áreas de transbordo. “São discussões que a gente tem avançado e o processo de licitação do consórcio para contratar a empresa URCD estará em andamento para que até o final do ano essas áreas estejam operando e com a coleta seletiva implantada nos municípios”, destacou o superintendente, respaldado pelo prefeito de Craíbas Adiel Leite, que também é presidente do Conagreste.  “A reunião foi bastante proveitosa. “Os prefeitos discutiram, tiraram suas dúvidas e também apresentaram várias ideias”, reforçou o prefeito Adiel.

O prefeito Júlio Cezar, que também é diretor executivo do Conagreste, disse que até dezembro quer encerrar o lixão em Palmeira, mas voltou a reforçar que a população precisa colaborar com a limpeza da cidade. Ele pediu também que o Instituto do Meio Ambiente (IMA) suspenda as notificações que tem aplicado aos municípios que ainda não se adequaram à PNRS. “Os municípios precisam encerrar os seus lixões, se organizar e se adequar para fazer o descarte correto do lixo. Por isso, pedimos que enquanto isso, os municípios não sofram mais penalizações. Até dezembro pretendemos encerrar o nosso lixão de Palmeira, e pedimos à população que também faça a sua parte, descarte o lixo de maneira correta e ajude à cidade a ficar mais limpa, pois gastamos, por mês, cerca de oitocentos mil reais em limpeza urbana”, finalizou o prefeito.


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