quinta-feira, 21 de setembro de 2017

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Porque a maçonaria possui templo, ritos, paramentos e graus

Em passado não muito remoto a Maçonaria Universal vivia em harmonia com a Igreja Cristã (especificamente a Igreja Católica). Naquela época essa Instituição não tinha essa denominação de “Maçonaria” (que hoje é conhecida como uma associação de homens livres e de bons costumes, que se consideram irmãos entre si e vivem em igualdade, unidos pela fraternidade e pela liberdade). No passado, os membros ativos e regulares da Maçonaria eram pedreiros, construtores e arquitetos responsáveis pela edificação das grandes obras, pontes, catedrais, santuários e monumentos sagrados.

Esses homens se organizavam em assembleias e se reuniam em “alojamentos” localizados nos interiores das Catedrais. Esses “alojamentos” também eram reconhecidos como “Oficinas” ou “Lojas Simbólicas”, porque disponha de todos os instrumentos de trabalho, como réguas, prumos, esquadros, compassos, maço e cinzel, que simbolicamente representavam a retidão, o equilíbrio, a equidade, a harmonia, etc.

Sem esquecer que no centro da Loja dos trabalhos se destacava o “Livro da Lei”, simbolizado pela Bíblia (como referência ao judaísmo e ao cristianismo) ou representado pelo “Alcorão” (como identidade religiosa do islamismo), entres outras religiões professadas pelos membros maçons, uma vez que a Maçonaria, por ser uma entidade ecumênica, não discrimina qualquer crença religiosa, mas afasta do seu convívio social os ateus, em face dos mesmos rejeitarem a fé em uma divindade superior.

E tanto isso é verdade que a instituição desde os tempos memoráveis adotou uma denominação própria para a existência de um Ser Supremo, Onipresente e Oniciente, invocado como “O Grande Arquiteto do Universo”, que, etimologicamente, refere-se ao Criador de tudo que existe no  mundo material, imaterial e espiritual, independente de uma crença religiosa ou de uma religião específica. Ele é o Supremo Construtor e o Grande Geômetra que pensa, projeta e cria todas as coisas.

 Em seus encontros rotineiros, esses homens usavam “aventais” de trabalho com identificações de sinais e de símbolos em suas vestimentas, denominadas de “paramentos”, nos quais se identificava o grau de conhecimento e de liderança de cada ”pedreiro” (aprendiz), “construtor” (companheiro) ou “arquiteto” (mestre). A expressão manter “sigilo entre colunas” tinha a finalidade de manter segredo sobre os assuntos discutidos e tratados durante as assembléias, nas quais eram permitidas a presença de Sacerdotes, Bispos e Arcebispos, desde que convidados em dias específicos. As promessas e os juramentos dos membros de cada Oficina perante seus irmãos e superiores hierárquicos se restringiam a manter inviolável o compromisso com a verdade, a fraternidade e a honra diante da organização, da família e sociedade. E quando esses “operários” da construção civil eram convocados pelo Papa, Sumo Pontífice e chefe supremo da Igreja Católica, para defender a supremacia do cristianismo e os lugares sagrados (a Terra Santa), eles se despiam dos seus aventais de trabalho e se uniformizavam de “soldados” para integrar as expedições das “Cruzadas” visando evitar o domínio dos turcos muçulmanos e o avanço do Islamismo na Palestina, onde Jesus Cristo, nasceu, pregou e morreu, segundo a tradição cristã.

Mas, no final do século XI, durante a sociedade feudal, a Igreja da Europa ocidental começou sofrer mudanças em sua forma administrativa e passou a enfrentava problemas com a corrupção de muitos dos seus bispos e abades, que levavam uma vida luxuosa e abandonavam suas obrigações religiosas, dando mais valor as coisas do mundo e relegando as obras do espírito. Em razão dessa transformação nos destinos da Igreja Católica, as Cruzadas (que nasceram como um movimento militar em defesa da Terra Santa) deixaram de existir, mas sob a liderança dos “pedreiros” livres foram criados os cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém (Hospitalários ou Hospitaleiros) e a dos Cavaleiros Templários, voltados à instituição de um movimento político e permanente em defesa da sociedade.

Essa é a razão da Maçonaria contemporânea ter adotado um sistema moral, velado por alegorias e símbolos, que busca o aperfeiçoamento social e intelectual da humanidade, combatendo a ignorância, o fanatismo, os erros, os preconceitos e a ditadura, tanto civil quanto militar, tendo como lema e princípio universal “o amor ao próximo”… Pensemos nisso! Por hoje é só.

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