domingo, 18 de agosto de 2019

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Projeto apoiado pela Algás leva práticas sustentáveis ao Agreste alagoano

Por Redação com Agência Alagoas
Projeto contemplado em edital da Algás difunde práticas sustentáveis em comunidades do Agreste alagoano. Ascom Algás

Projeto contemplado em edital da Algás difunde práticas sustentáveis em comunidades do Agreste alagoano. Ascom Algás

Com o objetivo de promover a utilização de tecnologias sociais de reuso e tratamento de águas cinzas e negras, o projeto do Instituto Terraviva “Promoção de práticas sustentáveis de saneamento rural” é um dos contemplados pelo Edital Algás Social 2016-2017 e busca atender a agricultores familiares do município de Arapiraca.

Em março de 2017, o Instituto deu início à aplicação de tecnologias sociais de reuso da água nas comunidades rurais do Agreste alagoano para levar saneamento básico às 40 famílias participantes do projeto – habitantes de áreas remotas e sem acesso a esse direito fundamental. Ainda em andamento, a iniciativa estabelece a construção de fossas agroecológicas ou bacias de evapotranspiração (BET), filtros biológicos e os círculos “vivos”, também conhecidos como círculo de bananeiras.

A água cinza, proveniente de chuveiros e pias de banheiro e cozinha, e a água negra, vinda de vasos sanitários, são tratadas através de um processo de filtragem dos resíduos da água por mecanismos de impedimento físico, como pedras e cascalhos. Em seguida, a água passa por um círculo de bananeira que permite a transformação dos resíduos humanos em nutrientes para as plantas.

Segundo Van Giap, biólogo do Instituto, “a população rural do semiárido está habituada a racionalizar o uso da água, principalmente, pelas limitações climáticas, características da região”. Ele ainda ressalta como, às vezes, essa reutilização é feita sem tratamento e de modo equivocado e enfatiza a meta do projeto: “Quebrar o paradigma para que o esgoto deixe de ser considerado um problema para tornar-se uma solução eficaz e rentável”

Um dos sítios beneficiados pelo projeto foi o da senhora Arlene Ferreira que celebrou o sucesso da tecnologia implantada em sua residência, no povoado Vila Aparecida. Lá, foram plantadas abóboras e bananas-maçã. Com o crescimento do cultivo, outros agricultores da região perceberam que o projeto era produtivo e que eles poderiam solicitar a implantação das tecnologias em seus sítios.

O projeto do Instituto Terraviva é um dos contemplados no primeiro Edital Algás Social. Para o diretor presidente da Algás, Arnóbio Cavalcanti, “levar o nome da Algás para áreas de difícil acesso no interior de Alagoas reforça a importância do desenvolvimento sustentável e da conscientização ambiental”.

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