segunda-feira, 22 de outubro de 2018

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Operação Equipos cumpre mandados em 18 estados, incluindo Alagoas

Por Redação
Mamógrafo foi apreendido por agentes da Polícia federal (Foto: Divulgação)

Mamógrafo foi apreendido por agentes da Polícia federal (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal está realizando, nesta quarta-feira 02, uma operação em Alagoas e outros17 estados, investigando uma organização criminosa suspeita de contrabandear equipamentos de diagnóstico médico através da Aduana de Controle Integrado. São 62 mandados de busca e apreensão e 19 de condução coercitiva.

São 44 municípios alvos da Operação. Apenas em tributos diretos, a sonegação pode chegar a R$ 20 milhões. Além de Alagoas, os mandados, que envolvem 250 policiais, estão sendo cumpridos em Santa Catarina, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe. Também foi expedido pela Justiça Federal um interrogatório em Fort Myers, nos Estados Unidos, com o apoio de autoridades americanas.

Segundo a PF estão sendo sequestrados judicialmente nove veículos e 21 imóveis dos maiores investigados, que envolvem empresários e pessoas jurídicas do ramo de exportação e importação, revendedores, clínicas, hospitais, despachante aduaneiro, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo.

A investigação começou depois da apreensão de equipamentos médicos em outubro de 2013, na ACI em Dionísio Cerqueira. Na documentação havia apenas uma descrição genérica da mercadoria, com a declaração de 180 mil dólares, cerca de 10% do valor real, conforme a polícia. Cerca de R$ 2 milhões de tributos foram sonegados.

Após a apreensão em 2013, o grupo passou a registrar as importações de equipamentos médicos como equipamentos tipográficos, declarando apenas 10% do valor real.

Os principais integrantes do grupo criminoso também foram investigados na Operação Shylock, deflagrada em 2015, e respondem a ação penal. Os suspeitos podem ser indiciados por corrupção ativa e passiva, associação criminosa, contrabando, facilitação de contrabando e falsidade ideológica. As penas máximas, somadas, podem chegar a 23 anos de prisão.

 

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