segunda-feira, 21 de agosto de 2017

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Do mercantilismo ao neoliberalismo

No século XV assinala o início do primeiro conjunto de ideias econômicas, isto é, o mercantilismo que tinha como preocupação a acumulação de riquezas de uma nação. Como princípio básico, norteava-se no acúmulo de metais preciosos a fim de promover o entesouramento de riquezas do Estado Absolutista.

Nesse sentido, os reis eram obrigados a incrementar suas arrecadações financeiras e, por conseguinte, estabeleciam metas a serem cumpridas, a saber: maior quantidade possível de ouro/prata; aumento das exportações de mercadoria, permitindo uma balança comercial favorável; prática do proteciosmo aos produtos nacionais, impedindo a entrada de mercadorias iguais ou assemelhadas àquelas que o país detinha; implantação de colônias para a produção de matérias-primas baratas; exploração de ouro/prata a fim de suprir as necessidades metropolitanas; estabelecimento do pacto colonial ( as colônias só podiam comercializar com sua metrópole) e, finalmente, a criação de companhias de comércio garantindo o monopólio do sistema como um todo.

O século XVIII, por excelência, foi palco de várias revoluções: primeira, a Revolução Industrial na Inglaterra, a Revolução Francesa ( 1789), bem como a Revolução Intelectual. O Iluminismo criticou o mercantilismo, o absolutismo, e, por extensão, as explicações religiosas da criação do mundo. Assim sendo, os iluministas elegeram a razão como forma de se chegar ao conhecimento. Afora isso, eles tinham como ideia fixa o universo dirigido por leis físicas calcadas no raciocínio lógico. Suplantaram, portanto, a teoria do teocentrismo capitaneada pela Igreja Católica Apostólica Romana.

François-Maire Arouet, conhecido como Voltaire, foi um dos mais famosos pensadores iluministas. Criticou a Igreja/nobreza, as monarquias absolutistas. Ficou célebre sua frase: “ Não concordo com uma única palavra que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo” Antes, porém, surgiu o liberalismo econômico comandando por Adam Smith. No seu famoso livro A Riqueza das nações ( 1776) condenou a participação do Estado nos negócios econômicos. Segundo ele, o mercado ( a mão invisível) deveria ser o orientador da economia e, por isso, o Estado ficaria com pequenas funções, por exemplo: segurança/ estradas etc. Prevalecia, portanto, a vontade soberana do consumidor daquela época.

Hoje, a doutrina neoliberal aceita a presença do Estado como fiscalizador, regulador das atividades econômicas, e, principalmente, a formação de blocos econômicos (Nafta/União Europeia/Mercosul) visando a circulação( mercadoria) mundializada.

Diga-se, de passagem, o processo da globalização, iniciou-se na segunda metade dos anos setenta ( Grã-Bretanha/ Estados Unidos. No Brasil, começou no governo do famigerado Collor que deixou o Palácio do Planalto pelas portas dos fundos.
A privatização, por sua vez, tornou-se a terceira via da globalização e, consequentemente, deu-se ênfase no desenvolvimento da microeletrônica e massificação da informática. A agenda neoliberal diminuiu as funções do estado moderno a fim de incrementar o mercado competitivo internacional.
Por outro lado, o neoliberalismo prega a saída do estado da economia, ou seja, a iniciativa privada passa a ser a peça-chave do setor produtivo mundial. Eu outras palavras, os mecanismos de preços norteiam as leis do mercado (oferta/ procura).Cabe, portanto, ao estado frear a concorrência para gerar emprego/renda aos menos favorecidos da sorte através de políticas públicas.

Em sendo assim, o neoliberalismo é uma doutrina político-econômica que representa uma tentativa de utilizar ou adaptar princípios do liberalismo econômico do século XVIII. Defende, portanto, o disciplinamento da economia de mercado, não para asfixiá-la, mas para garantir-lhe sobrevivência, pois ao contrário dos antigos liberais, não acredita na autodisciplina espontânea do sistema como um todo.

Contudo, para que o mecanismo de preços exista ou se torne viável, é necessário que haja a estabilidade financeira e monetária feita pelo estado.

Historicamente, esse modelo começou a ser adotado no início dos anos 80 nos Estados Unidos da América do Norte( Ronald Reagan), e na Inglaterra no governo de Margareth Tatcher. Por conta disso, fatos históricos contribuíram para sua expansão no mundo Ocidental, a saber: a queda do Muro de Berlim ( dezembro/89), fim da guerra fria, fim do socialismo real, a desintegração da União Soviética em dezembro de 1991, bem como seu desdobramento criando os novos estados independentes ( Ucrânia/Rússia/ Lituânia). Espera-se que haja consenso entre os governantes dos EUA e Coreia do Norte para que o mundo possa progredir à altura das exigências do neoliberalismo. Organização: Francis Lawrence.

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