quarta-feira, 18 de setembro de 2019

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Vaqueiro nordestino festeja data neste 19 de julho

Emenda aprovada no Senado Federal classifica a vaquejada como um bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro (Foto: Minas Vaquejada)

Emenda aprovada no Senado Federal classifica a vaquejada como um bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro (Foto: Minas Vaquejada)

19vaquejada01A tradicional Missa do Vaqueiro, que se realiza todos os anos, no terceiro domingo de julho, teve um ingrediente especial no ano de 2009, quando foi comemorado pela primeira vez o Dia do Vaqueiro Nordestino, oficializado pela Lei 11.928. O deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA), autor do projeto, afirma que o vaqueiro merece ser reconhecido pela sua bravura, já que enfrenta todo tipo de adversidade, principalmente no Nordeste, região castigada pelo rigor climático, principalmente na época de estio.

Na manhã de 19 de julho daquele ano, em Serrita, a cavalgada começou cedo, com homens encourados, montados em seus cavalos, com os rostos machucados pela mata fechada e seca do sertão, nesta região do Cariri, na divisa entre Pernambuco e Ceará, mas era um domingo diferente para todos os vaqueiros nordestinos que participam de mais uma Missa do Vaqueiro, pois puderam comemorar também o primeiro Dia Nacional do Vaqueiro Nordestino.

“O vaqueiro é um símbolo de coragem e arrojo dos sertanejos. Figura lendária que desafia o tempo”, ressaltou Carlos Brandão, que lembrava que, há mais de um século, esses homens correm pelo campo em busca das reses desgarradas. Os cavaleiros do sertão, como ressaltou o parlamentar, usam armaduras de couro para se proteger dos galhos e espinhos da caatinga, arriscam a vida e voltam sangrando em cada “pega de boi” – situação em que o vaqueiro tem a dura tarefa de pegar o boi em mata fechada.

Patrimônio – Considerado bem cultural do País, pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, o vaqueiro tem que ter velocidade, domínio do animal, atenção a cada obstáculo da mata. Características como o chapéu e gibão de couro, botas e calças reforçadas, fazem parte da sua indumentária. “A elegância dos vaqueiros, apesar de maltratados, é uma marca registrada do evento”, comentou a organizadora da Missa do Vaqueiro, Helena Câncio.

A missa do vaqueiro realizada em Serrita, Pernambuco, é uma das manifestações mais expressivas de fé no sertão.

Projeto – Natural de Colinas, médio sertão maranhense, o deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA) é o responsável pela instituição do Dia Nacional do Vaqueiro Nordestino. No dia 17 de abril deste ano, foi sancionada a Lei 11.928/2009, que criou a data, comemorada A tradicional Missa do Vaqueiro, que se realiza todos os anos, no terceiro domingo de julho, teve um ingrediente especial na sua última versão, mês passado, pois nessa data estava sendo comemorado pela primeira vez o Dia do Vaqueiro Nordestino, oficializado pela Lei 11.928, de abril deste ano. Presente à festa, o deputado federal Carlos Brandão (PSDB-MA), autor do projeto, justificou o seu projeto, afirmando ser o vaqueiro um ser que merece ser reconhecido pela sua bravura, já que enfrenta todo tipo de adversidade, principalmente no Nordeste, região castigada pelo rigor climático, principalmente na época de estio.

O evento também foi prestigiado pelo deputado federal, Inocêncio de Oliveira (PR-PE). “É importante ressaltar que projetos como esse do Brandão são importantes para a população. Os vaqueiros são responsáveis pela colonização do sertão e merecem esta homenagem”, defendeu. “São referência na cultura nacional e importantes atores da história, símbolo do homem forte e indomável que habita os sertões brasileiros. Não poderia deixar de prestar esta homenagem a todos eles”, disse o parlamentar.

O vaqueiro no País – Nacionalmente, a atividade foi reconhecida como profissão em 2013, quando a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que regulamenta a profissão de vaqueiro no País. De acordo com a legislação, vaqueiro é o profissional que trata, maneja e conduz animais como bois, cavalos e outros de pastoreio.

A lei define ainda como papel desse profissional o treinamento de animais para eventos esportivos. Essa é uma das conquistas da categoria.

Em Palmeira dos Índios – O Parque São José, que já foi conhecido como o “Maracanã da Vaquejada”, em Palmeira dos Índios, reabriu suas portas, depois de 31 anos fechado. A reabertura aconteceu entre 17 e 20 de agosto, com a vaquejada “Joventino Ferreira”, que atraiu vaqueiros de todo o País.

Senado aprova regulamentação da Vaquejada como esporte

No início deste mês, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado federal aprovou o relatório de José Agripino (DEM-RN) ao projeto de Raimundo Lira (PMDB-PB) que regulamenta as práticas da vaquejada, do rodeio e do laço no Brasil. A proposta regulamenta a recente emenda aprovada pelo Congresso Nacional (Emenda Constitucional 96) que, entre outros pontos ,reconhece a vaquejada como um bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro. A Emenda 96 determinou a regulamentação da prática por uma lei específica, que assegure o bem-estar dos animais envolvidos.

O projeto tramita em caráter terminativo na comissão e já foi encaminhado à Câmara dos Deputados.

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