terça-feira, 25 de setembro de 2018

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PF aponta Cristiano Matheus como chefe da quadrilha que desviou R$ 6 milhões

Por Redação com G1
Segundo as investigações, ex-prefeito tinha três postos de combustíveis em seu nome, sendo um em Alagoas e dois no Maranhão (Foto: alagoas 24 horas)

Segundo as investigações, ex-prefeito tinha três postos de combustíveis em seu nome, sendo um em Alagoas e dois no Maranhão (Foto: alagoas 24 horas)

A Polícia Federal informou, no final da manhã desta quinta-feira, 20, após cumprimento de mandados da Operação Astaroth em Alagoas, Pernambuco e Maranhão, que documentos apreendidos em imóveis do ex-prefeito de Marechal Deodoro (AL), Cristiano Matheus, comprovam que ele adquiria bens com recursos da prefeitura e registrava em nome de terceiros.

A informação foi dada durante entrevista coletiva á imprensa, pelo delegado Márcio Tenório, da superintendência da PF em Pernambuco, que colaborou com a operação. Além destes dois estados, a polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão em Maranhão. Ninguém foi preso.

“Ele [Cristiano Matheus] não tem nenhum veículo no seu nome, mas anda em carros de luxo com propriedades em Alagoas , Maranhão e Pernambuco, tudo no nome de terceiros que sabemos que pertencem a ele. Até a revisão do carro, a nota é feita no nome do caseiro dele”, disse o delegado Márcio Tenório.

Ainda segundo as investigações, cerca de 14 pessoas, entre ex-assessores e funcionários pessoais do ex-prefeito, participavam dos esquemas fraudulentos na prefeitura, todas chefiadas por Matheus, que administrou o município por dois mandatos consecutivos, de 2009 a 2016.

Mais de 100 policiais federais participam da operação. O nome Astaroth faz alusão ao exercício de poder que pode despertar o demônio da vaidade.

A PF informou que os recursos, cerca de R$ 6 milhões, foram desviados de verbas destinadas à prefeitura por meio do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do FUNDEB. As investigações apontam ainda que os desvios aconteceram entre os anos de 2010 a 2014.

O Superintendente da PF em Alagoas, o delegado Bernardo Gonçalves, disse que a polícia pediu o mandado de condução coercitiva contra os envolvidos, mas que isso foi negado pela Justiça.

Durante a operação, foram apreendidos documentos que apontam que o ex-prefeito tinha três postos de combustíveis em seu nome, sendo um em Alagoas e dois no Maranhão.

Além de documentos, foram apreendidos quatro veículos com valores de custo acima de R$ 60 mil, uma moto, 11 mil euros, computadores, mídias digitais e uma arma.

O delegado Fábio Maia disse que as investigações aconteceram após uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) apontar as irregularidades. “Além do cumprimento dos mandados, foram cumpridas algumas diligências complementares que eram necessárias que fossem feitas em estabelecimentos comerciais na cidade de Maceió”, disse.

20apcristiano

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