quarta-feira, 22 de Maio de 2019

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Lessa diz que Renan Filho é favorito para a reeleição ao Governo do Estado em 2018

Por Cinara Corrêa
Ronaldo Lessa avalia que a política foi judicializada e critica parte da imprensa na repercussão da condenação do ex-presidente Lula (Foto: ímpeto Comunicação)

Ronaldo Lessa avalia que a política foi judicializada e critica parte da imprensa na repercussão da condenação do ex-presidente Lula (Foto: ímpeto Comunicação)

Indignação. Esta é a palavra que define o sentimento do líder da bancada de Alagoas no Congresso Nacional, o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), 68, em relação à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz federal Sérgio Moro, no último dia 12. As acusações contra Lula são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do triplex no Guarujá, no prédio Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016.

“Isso é muito lamentável. As coisas não poderiam ter tomado essa dimensão, chegado a essa gravidade. Bilhões foram roubados por outras pessoas, com provas, e o Lula ser condenado por um triplex que ele nunca morou; é uma coisa muito diminuta”, alega. “Se é que o ex-presidente teve alguma responsabilidade, ela foi antecipada por uma decisão imposta para tentar incriminá-lo. E nisso têm culpa boa parte da imprensa, do Ministério Público e, também, do Poder Judiciário”, alega.

Lessa condena a maneira como esse processo foi conduzido, para atingir Lula da maneira como atingiu. “Criminalizou-se a política. Primeiro, eles judicializaram e, além disso, a repercussão está sendo muito mais grave do que o fato em si. Espero que ele possa provar inocência nesse episódio, até porque hoje estamos invertendo o processo constitucional. Primeiro você tem que provar que é inocente, enquanto, segundo a Constituição, a prova cabe a quem acusa. Por isso, eu estou propondo a Reforma Constitucional, para acabar com essa confusão, esse conflito entre os poderes. Mas avalio que, antes disso, deve ser encontrada uma saída política e também espero que o Lula tenha todo o direito de se defender em uma segunda instância”.

O deputado federal alagoano lembra, ainda, que a região Nordeste teve um grande incremento nos oito anos da gestão Lula.

“Governo Temer está quebrando a economia e o trabalhador brasileiro”

Ronaldo Lessa conta que não se recorda de uma situação tão caótica, semelhante à que está sendo vivida no Brasil, como esta apresentada pelo governo do presidente Michel Temer. “Estamos passando por um momento bastante difícil, porque, que, na história brasileira, não lembrava de ter vivido no dois casos semelhantes”, afirma, tentando comparar o impeachment do ex-presidente Fernando Collor e o que está em vias de acontecer, do atual presidente Temer.

“O impeachment do Collor terminou sem problemas; foi dado início ao Plano Real e a economia voltou a se estabilizar e não é o que está acontecendo hoje. O mandato do Temer não está correspondendo. A própria busca dessas reformas que ele fez está quebrando a economia brasileira, sem possibilidade de abrir empregos, em meio ao maior índice de desemprego da história brasileira; está precarizando o trabalho; só espero que a Reforma da Previdência não passe, até porque a Trabalhista já está dando prejuízo suficiente”.

Já no mês de maio, durante participação em um debate no Conselho Regional de Engenharia (CREA-AL) – Lessa também é engenheiro – o ex-deputado estadual, ex-prefeito de Maceió e ex-governador de Alagoas havia antecipado: “Temer irá deixar o governo, antes de terminá-lo, como um mentiroso, um desgraçado”.

Ainda segundo Lessa, o presidente da República é um político bastante experiente, ‘mas que não governa para o povo e, sim, para os que o colocaram naquele cargo’.

Como retaliação pela postura crítica e de oposição ao governo, o presidente Michel Temer mandou exonerar, no último dia 13, o superintendente Regional do Trabalho em Alagoas, Israel Lessa, indicado para o cargo por Ronaldo Lessa.

Lessa está defendendo a saída de Michel Temer da presidência, mas diz que não defende eleições Diretas Já. Ele opina que o Congresso Nacional é que deve eleger de forma indireta o novo presidente para o mandato tampão.

“Governador Renan Filho deve ser reeleito, para dar continuidade às metas que estabeleceu”

Ronaldo Lessa vem realizando um trabalho bem avaliado em Brasilia, onde é o líder da bancada federal alagoana, representando os três senadores e nove deputados federais. Também é o vice-presidente nacional do PDT. A tendência é que se lance para a reeleição. Mas ele deixa em suspense uma possível candidatura para outro cargo. Afinal seu nome já figura nas pesquisas de opinião pública. “Para o Senado, eu só concorro se tiver chance efetiva. Por enquanto, continuo candidato à reeleição”, garante.

Ele aponta o nome do governador Renan Filho (PMDB) como o favorito para essa disputa em 2018. “A lei permite que ele seja candidato à reeleição; essa é a prioridade dele, de continuar o mandato e cumprir as metas que estabeleceu”, pondera, analisando que o governador vem realizando ‘muita coisa boa’ pelo Estado, em uma clara sinalização de que poderá estar no palanque peemedebista, na campanha do próximo ano.

Sobre o nome lançado, até agora, pelo grupo opositor, o do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), Ronaldo Lessa pensa que deve haver ‘muita cautela’ sobre essa decisão. “O prefeito Rui tem que ponderar a situação e ir com muita cautela, antes de adotar qualquer atitude. Aliás, a crise está tão grande que eu considero um grande risco puxar para 2017 a possibilidade de antecipar o processo eleitoral e lançar, ainda este ano, uma chapa completa.

Engenheiro virou político, administrou Maceió, o Governo do Estado e hoje é o líder da bancada em Brasília

Ronaldo Augusto Lessa Santos é formado engenheiro Civil pela Universidade Federal de Alagoas. Na função, trabalhou em obras como a reforma da Refinaria de Duque de Caxias; do terminal marítimo da baía de Ilha Grande do Metrô do Rio de Janeiro e da Ponte Rio-Niterói.

Na área esportiva, foi presidente da Federação Alagoana de Desporto Universitário (FADU), de 1969 a 1971.

Lessa ingressou na política em 1982, quando foi eleito deputado estadual em Alagoas, então pelo PMDB. Quatro anos depois, foi candidato ao Governo do Estado, ficando na terceira posição.

Foi eleito prefeito de Maceió, em 1992. Em 1996, apoia e elege Kátia Born como sua sucessora. Em 1998 – filiado ao PSB – ganha a disputa ao Governo de Alagoas, eleito no primeiro turno, reelegendo-se em 2002 ao vencer o ex-presidente da República, o hoje senador Fernando Collor de Mello (PTC).

Em fevereiro de 2005 se filia ao PDT, partido pelo qual disputou a eleição de 2006 ao Senado Federal, sendo, desta vez, derrotado por Collor. Nas eleições de 2010, em nova disputa ao governo alagoano, chega ao  segundo turno, mas é derrotado por Teotônio Vilela Filho (PSDB).

Nas eleições de 2012, Ronaldo disputou a prefeitura de Maceió, mas teve sua candidatura negada pela justiça. O candidato tucano Rui Palmeira venceu no primeiro turno.

 

 

 

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