segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

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Comunidade quilombola ganha qualidade de vida com assistência da Emater

Por Redação com Agência Alagoas
Equipe técnica da Emater celebrou avanços alcançados pela comunidade ao longo do período de assistência. Ascom

Equipe técnica da Emater celebrou avanços alcançados pela comunidade ao longo do período de assistência. Ascom

O Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater/AL) completou um ano de assistência técnica e social às famílias da comunidade Tabacaria, o primeiro território a ser reconhecido como quilombola no Estado, localizada no município de Palmeira dos Índios.

O trabalho foi iniciado em 2016 por assistentes sociais da Emater após estudo realizado pelo Estado em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em 2015 que apresentou panorama das comunidades Quilombolas e destacava as condições precárias do Quilombo de Tabacaria em relação à moradia, assistência técnica no campo e acesso à água.

Para garantir que as necessidades da comunidade fossem priorizadas, a equipe composta por assistentes sociais e agrônomo realizou visitas técnicas e reuniões para conhecer a realidade de Tabacaria e desenvolver o Diagnóstico Rural Participativo (DRP), método utilizado nas zonas rurais que permite que a comunidade participe do processo de identificação das fragilidades e potenciais.

Como explicou o assistente social e extensionista da Emater, Guilherme Menezes, o DRP permitiu que a comunidade fizesse seu próprio diagnóstico para, a partir dele, gerenciar seu planejamento e desenvolvimento.

Com base no DRP elaborado há um ano, a equipe técnica da Emater realizou atividade de confraternização, nesta segunda (19), para uma retrospectiva do trabalho realizado e avanços alcançados pela comunidade ao longo do período de assistência.

“Estivemos em um momento de confraternização para mostrar o quanto as famílias de Tabacaria se desenvolveram, comparando o antes e o depois da realidade vivenciada por elas. Apresentamos vídeos, fotos e documentos para relembrar toda a trajetória da assistência técnica”, frisou Guilherme Menezes.

Primeiros passos

Com o diagnóstico local realizado e levantamento das necessidades, a equipe técnica iniciou a implantação de uma horta orgânica comunitária para consumo próprio e geração de renda extra às famílias. Para o trabalho, foram recebidas doações de mudas de hortaliças como alface, coentro, pimentão e cebolinha, e materiais necessários à estruturação da horta por meio da Associação de Produtores Rurais de Limoeiro de Anadia (Asprolimo).

Com a implantação da horta, os quilombolas puderam conhecer práticas agroecológicas para manejo do solo e água, cuidados com a horta, conscientização acerca do uso de agrotóxicos e outras informações técnicas para garantir a qualidade dos alimentos produzidos.

A comunidade também pôde conhecer experiências exitosas de produtores associados à Asprolimo, que também iniciou sua história com o apoio da Emater com apenas 12 associados e hoje já engloba mais de 200 famílias de Novo Lino e região.

Organização

Com os primeiros passos desenvolvidos, a Emater estimulou a organização e união dos produtores para a formação da Associação de Desenvolvimento dos Produtores da Agricultura Familiar da Comunidade Remanescente do Quilombo de Tabacaria, buscando a comercialização da produção de 33 famílias no mercado local.

O presidente da Associação de Tabacaria, Aloísio Caetano, ressaltou que o trabalho tem sido bem-vindo na comunidade, que não teve atenção de outras gestões por cerca de 13 anos.

“São pessoas jovens que estão trabalhando aqui com a gente, né, de muita boa vontade. Vieram para cá e nos ajudaram a criar uma horta comunitária, que recebe cuidados de 12 famílias, e agora não precisamos mais comprar verdura de fora, já temos nossa própria para consumir e não utilizamos nenhum tipo de veneno”, frisou seu Aloísio.

Além da horta orgânica, os remanescentes de quilombolas tiveram acesso a cursos em horticultura; ovinocultura; manejo sanitário e alimentação e em cuidados, nutrição e vacinação de rebanho para aprimorar suas rotinas produtivas.

“Aprendemos muito com os técnicos da Emater e ainda temos as apostilas pra ler em casa e sempre e tirar dúvidas”, explicou o presidente da Associação acrescentando que nessa época de chuva a comunidade irá aproveitar para reforçar as produções com o plantio de milho, fava, feijão, abóbora e batata doce.

Recurso hídrico

A organização das famílias e o desenvolvimento da horta comunitária dependia, ainda, de um fator importante: o acesso ao recurso hídrico, crucial para a qualidade de vida dos quilombolas. Para isso, as Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e de Agricultura (Seagri) avaliaram as necessidades da região para perfuração de um poço artesiano e implantação de cisternas de placa que mantém as famílias sempre abastecidas.

Equipe

O trabalho na comunidade quilombola é desenvolvido pelos assistentes sociais Guilherme Menezes e Dayana Marques, e pelo agrônomo Fernando Cavalcante.

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