quinta-feira, 25 de Abril de 2019

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Comissão da Câmara vai investigar benefícios a Joesley e ao Grupo J&F/JBS

Por Redação com Diário do Poder
 Melles acha que a PGR e o MPF “foram inocentes ao oferecer tantas regalias aos irmãos Batista e suas empresas” (Foto: diariodopoder)


Melles acha que a PGR e o MPF “foram inocentes ao oferecer tantas regalias aos irmãos Batista e suas empresas” (Foto: diariodopoder)

A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou o relatório prévio do deputado Carlos Melles (DEM/MG), para fiscalizar suspeitas de irregularidades do Grupo J&F nos mercados financeiro e de capitais nacionais. “Há muito o que ser analisado, sobretudo os benefícios conseguidos pelo grupo em sua delação premiada”, destacou o parlamentar. “O país está estarrecido com as vantagens concedidas aos gestores do grupo e todos nós queremos passar essa história a limpo”, afirmou. Melles, para quem o Ministério Público e Procuradoria Geral da República (PGR) foram “inocentes” ao oferecer tantas regalias ao grupo em sua delação. “O MP e a PGR foram envolvidos por essas pessoas”, ponderou.

O deputado Pauderney Avelino (AM) lembrou que, além das vantagens do acordo, o grupo lucrou com a própria delação. “Mediante uso de informações privilegiadas, sabedores do escândalo prestes a estourar e das consequências que ele traria aos mercados, resolveram lucrar com a própria desonestidade”, criticou. “Compraram moeda estrangeira e venderam ações da JBS pouco antes do caso vazar. Se já eram criminosos confessos, a se confirmar referidas operações no mercado financeiro, passam a ser bandidos reincidentes”, apontou.

Já o líder do Democratas na Câmara, deputado Efraim Filho (DEM/PB), um dos idealizadores da proposta, frisou que não se trata questionar os fatos delatados, mas, sim, os benefícios que foram concedidos. “O que a sociedade questionou e rechaçou foi como uma empresa pode ter se aproveitado do caos que causou para sair do Brasil, viver com o perdão judicial e ainda enriquecer às custas dos danos que provocou”, justificou.

Efraim falou ainda sobre os possíveis desdobramentos da PFC. “Identificada a prática de crimes, comprovada por meio de depoimentos e documentos, poderá ser formalizada a denúncia, culminando, inclusive, na extradição dos irmãos Batista”, assegurou. O deputado José Carlos Aleluia (BA), inclusive já formalizou esse pedido ao Itamaraty.

 

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