sexta-feira, 18 de agosto de 2017

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Chuvas deste ano não devem acabar com a seca em Alagoas, diz secretaria

Por Redação com G1 Alagoas
Açúde encheu após período chuvoso no Sertão (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Açúde encheu após período chuvoso no Sertão (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

As chuvas das últimas semanas em Alagoas trouxeram esperança aos agricultores e animaram quem vive nas áreas afetadas pela estiagem prolongada. Entretanto, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) avalia que isso não deve ser suficiente para resolver o problema de falta de água nos reservatórios.

Este mês, choveu cerca de 100 mm a mais do que o esperado. O meteorologista Vinícius Pinho, da Semarh, explicou que as chuvas que caem vão amenizar a situação, mas não serão suficiente para tirar os municípios do estado de emergência.

“Mesmo com essa chuva, ainda estamos com uma situação crítica de seca. Melhorou, mas não foi suficiente para acabar com os problemas. Vai amenizar bastante a situação, principalmente na Zona da Mata, mas por exemplo na região do Sertão, que está com um déficit muito grande, essa chuva não está sendo suficiente para resolver o problema”, afirmou.

No estado, 77 municípios estão em situação de emergência por causa da seca. Mesmo com a previsão pouco animadora da meteorologia, quem vive nas regiões afetadas pela estiagem não perde a fé.
“Aqui no Agreste, Sertão estava muito difícil. Em dois contextos, o primeiro é a falta de água para uso diário em casa, principalmente no campo, e os poços não estavam dando conta. O outro contexto é da agricultura, praticamente não se plantava mais. Então, os sertanejos estão com muita esperança com esse período de chuva”, relata o professor Anderson Gomes dos Santos, que mora em Estrela de Alagoas e acompanha a situação da seca no estado.

A previsão para o inverno deste ano é de chuva dentro da média, segundo o meteorologista da Semarh, mas como há três anos o volume de água tem sido muito baixo, ela não será o bastante para eliminar os problemas causados pela seca.

“O saldo negativo é muito grande. A gente precisaria de um inverno bastante rigoroso e um verão um pouco mais chuvoso do que o que normalmente é. A situação vai melhorar um pouco, mas ainda não vai resolver completamente”, disse Pinho.

Embora não resolva o problema da seca, as chuvas fizeram aumentar o volume de rios, açudes e barreiros. O major Moisés, da Defesa Civil Estadual, disse que na Zona da Mata e Agreste a situação melhorou de forma significativa.

“A água que foi acumulada em alguns barreiros e barragens ajudou muito as regiões. Na barragem da Carangueja, em Palmeira dos Índios, houve uma grande melhora no acúmulo de água”, disse.

Meteorologista explicou que as chuvas apenas amenizaram a situação (Foto: Carolina Sanches/G1)

É preciso armazenar água

No último verão, 86% da área do estado estavam em nível de seca extrema ou excepcional. O capitão Allan, do Corpo de Bombeiros, explicou que a operação Água é Vida, que levava água a municípios atingidos pela seca terminou no mês passado.

“A operação acabou porque não houve o repasse federal do segundo decreto de emergência. Normalmente essa distribuição só fica até o inverno mesmo. A chuva que caiu nos últimos dias foi bem vinda porque muitos locais já estavam com situação crítica. Hoje vemos muitos agricultores plantando e animados com a colheita”, falou.

Apesar da melhora com as chuvas que caíram recentemente, a Defesa Civil alerta para que as pessoas economizem água. “É preciso armazenar água para que não falte quando o inverno acabar e o verão chegar”, orientou Allan.

O meteorologista da Semarh também recomenda a precaução. “Deveremos ter chuva dentro da média em junho, em julho deve chover mais e isso permanecer até a primeira quinzena de agosto. Mas é bom se prevenir para o verão”, disse.

Quem mora na região sabe bem o que é preciso fazer para tentar contornar os problemas. “Precisamos estabelecer uma pratica de preparação. Essa chuva vai abastecer as cisternas para um período e creio que dará para plantar. Mas precisamos cuidar da natureza, frear a derrubada de arvores, fazer replantio e cuidar das nascentes”, disse o professor Anderson Santos.

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