quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020

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Renan defende saída negociada: “Temer vai entender seu papel na história e facilitar uma solução”

Por Redação com Rádio Gaúcha
 Renan defende eleição geral em 2018 e assembleia nacional constituinte (Foto: Marcelo Camargo /Foto Arquivo)


Renan defende eleição geral em 2018 e assembleia nacional constituinte (Foto: Marcelo Camargo /Foto Arquivo)

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) defendeu, nesta terça-feira, 23, uma “saída negociada” para a crise política que atinge o governo Michel Temer desde que se tornou público o conteúdo da delação premiada da JBS. O parlamentar concedeu entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha.

“O fundamental é que o presidente da República compreenda o seu papel na história, converse, porque não há como evoluir sem conversar, e se disponha a facilitar o processo da forma que for mais viável”, disse.

O senador evitou usar a palavra “renúncia” para defender a saída de Temer. Ele garantiu que as conversas sobre o presidente deixar o cargo não estão acontecendo. Porém, na sua avaliação, poderiam ocorrer a qualquer momento. Para Renan, um processo de impeachment não “soluciona” a crise no País. “A crise está se agravando, a OAB apresentou o processo de impeachment, e esse processo não resolve, porque não carrega consigo a solução para a crise. Nós tivemos, no último processo de afastamento, não resolveu nada. Ele atrapalhou bastante. Eu acho, portanto, que o impeachment não seria a solução. A solução seria uma saída negociada, que partisse da necessidade que podemos ter várias saídas. Eu acho que o presidente da República vai compreender o seu papel histórico e colaborar para termos um rápido desfecho”.

Nesse cenário, o senador defende uma eleição indireta no Congresso para a definição do novo presidente. Como substitutos de Temer na presidência, Renan citou a presidente do STF, Carmen Lúcia, o ministro do Supremo Gilmar Mendes ou o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

“Eu acho que vamos ter um calendário, daqui para a frente, que a qualquer momento colocará um desfecho. Vemos essa coisa da renúncia, que é unilateral, vai depender de um ato de vontade do presidente; você tem o TSE, que tem um prazo para ser discutido; e você tem também o STF”, afirmou. “As coisas estão muito difíceis e, mais cedo ou mais tarde, vamos ter um desfecho. Eu acho que, neste desfecho, o que podemos colocar como o melhor para o Brasil, na defesa dos seus objetivos mais permanentes, seria eleição geral em 2018 e assembleia nacional constituinte”, finalizou.

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