sexta-feira, 19 de julho de 2019

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João Caldas pretende voltar à Assembleia Legislativa

Por Cinara Corrêa
João Caldas já foi vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal e quer retornar ao Legislativo alagoano (Foto: alagoas24horas)

João Caldas já foi vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal e quer retornar ao Legislativo alagoano (Foto: alagoas24horas)

Está confirmado: João Caldas da Silva, 57, pretende voltar a ocupar uma das 27 cadeiras da Assembleia Legislativa de Alagoas. Para isso, nas eleições de 2018, irá formar uma dobradinha com o filho – o deputado federal JHC -, o mais votado entre os nove candidatos em 2014 – e que vai tentar se reeleger na Câmara dos Deputados.

Natural de Ibateguara, João Caldas é empresário e já foi vereador, prefeito, deputado estadual e deputado federal. Seu último cargo público foi em 2012, quando assumiu vaga de federal, com a licença do, hoje prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Nas eleições de 2014, também candidato a deputado, não foi eleito, obtendo apenas 1.455 votos (0.80%).

João Caldas está envolvido no esquema de desvio de recursos da saúde, conhecido como ‘Máfia das Sanguessugas’. Ele é acusado de corrupção passiva e associação criminosa, além de envolvimento em apropriação de dinheiro público e fraude em licitação, mas foi absolvido nos dois casos. O escândalo dos “Sanguessugas” veio à tona em 2006, quando foi descoberta uma quadrilha que desviava dinheiro público destinado à compra de ambulâncias. As fraudes em documentos licitatórios foi descoberta pela Controladoria-Geral da União (CGU).

Ainda em 2006, MPF ingressou com ação civil pública de improbidade administrativa contra os réus, que foram condenados, em primeira instância, pela Justiça Federal em Alagoas, mas recorreram ao TRF5, onde foram absolvidos pela Segunda Turma do tribunal, sob a alegação de não haver provas suficientes para a condenação. Só que o MPF recorreu ao Pleno, por meio de embargos infringentes, onde reverteu a decisão.

No recurso, a procuradora Regional da República, Maria do Socorro Leite de Paiva, alegou que havia evidências contundentes, como documentos e depoimentos, que demonstraram o direcionamento das emendas orçamentárias expedidas por João Caldas em favor dos municípios envolvidos no esquema fraudulento.

Também foram apresentados extratos bancários da conta do ex-deputado, comprovando pagamentos de propina à empresa Planam, para que houvesse manipulação das licitações em seu favor.

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