quinta-feira, 21 de Março de 2019

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Planejamento promove aula prática de defesa pessoal a servidoras

Por Redação com Agência Alagoas
Servidoras da Seplag durante curso de defesa pessoal. Flávia Matos

Servidoras da Seplag durante curso de defesa pessoal. Flávia Matos

A cada hora, 503 mulheres brasileiras foram vítimas de agressão física no ano passado. O dado é da pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher. Flores, bombons, nada disso consegue reverter o número, que apesar de parecer surreal, deve ser considerado pequeno, se for levado em conta quantas mulheres tiveram vergonha ou medo de falar a verdade sobre o assunto durante o levantamento.

Foi pensando justamente na realidade de machismo e violência pela qual a mulher brasileira passa todos os dias, que a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) decidiu promover uma aula prática de defesa pessoal para as servidoras da pasta. Indo no caminho inverso ao de uma comemoração, a iniciativa serviu para reforçar o cunho político da data e deixar um lembrete de força, empoderamento e sororidade.

De acordo com o professor de Defesa Pessoal, Arnaldo Ferreira, a técnica tem o intuito de garantir a integridade física, moral e emocional de quem a pratica. No caso das mulheres, o método pode ser utilizado como uma resposta eficiente em casos de violência doméstica e assédios, por exemplo.

“A Defesa Pessoal é essencial para qualquer um, mas, sobretudo, para as mulheres porque cria nelas uma outra perspectiva sobre o próprio corpo e quebra o paradigma de que mulher é sinônimo de fragilidade. Além disso, há situações em que geralmente só elas são vítimas, então o método vem como um auxílio a mais frente a situações de risco”, explica o professor.

A servidora Vanderlúcia Felix, por exemplo, já passou por uma situação que é recorrente na vida de várias mulheres. Quantas já não foram a shows e festas e tiveram de se livrar de algum tipo de assédio?

“Eu estava num show, comemorando com minha irmã, quando um homem segurou forte no meu braço e não queria soltar. No momento, eu também estava com outros amigos, que me ajudaram, mas e se não estivesse? Mesmo assim, a gente fica com medo de reencontrar o cara na rua, em algum outro dia, e ele tentar fazer algo pior”, conta Vanderlúcia.

Para Rose Damas, que também recebeu as dicas durante a aula, a iniciativa é essencial justamente pelo contexto de violência que está sempre presente na vida da mulher e que, de uma forma ou de outra, cerca seu comportamento e sua liberdade diariamente.

“É importante sempre lembramos que esse dia não é um dia só de comemoração, mas também de reflexão e de muita luta. Ainda temos muito a conquistar”, disse.

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