terça-feira, 20 de agosto de 2019

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Diabetes: Cerca de 14 milhões de pessoas, em todo o mundo, possuem a doença

Por Lucianna Araújo
Mais de 400 milhões de pessoas, em todo o mundo, têm diabetes e um alto percentual vive em países em desenvolvimento, de acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF). No Brasil, segundo o Ministério da Saúde (MS), já são cerca de 14 milhões de pessoas com diabetes e aparecem 500 novos casos por dia. Os problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, são as maiores causas de mortalidade no diabético, o que pode ser evitado com a prevenção da doença.
A Estratégia Saúde da Família é primordial no controle desses agravos, quer na definição do diagnóstico clínico e conduta terapêutica, quer nos esforços da equipe em informar e educar o paciente, fazendo-o seguir o tratamento proposto; subsidiando assim, uma melhor qualidade de vida, contribuindo decisivamente para a redução do custo social.
No município de Palmeira dos Índios, de janeiro a dezembro do ano passado, os agentes de saúde cadastraram pelo Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB) 1883 pessoas portadoras da doença. De janeiro a agosto deste ano, pelo Sistema E-SUS (e-susatendsaude), foram 1.407 cadastros. Destes, 1.098 recebem acompanhamento médico.
De acordo a enfermeira e gerente do Programa de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e especialista em Saúde Pública Ariadne Passos Torres, estão incluídos nesse programa o diabetes, as doenças cardiovasculares, o câncer e doenças respiratórias crônicas. “Elas possuem quatro fatores de risco modificáveis em comum e são doenças multifatoriais, que se desenvolvem no decorrer da vida, e que possuem longa duração. Atualmente, elas são consideradas um sério problema de saúde pública, e já eram responsáveis por 63% das mortes no mundo, em 2008, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde”, explicou.
 Ariadne Passos Torres é gerente do Programa de Doenças Crônicas Não Transmissíveis de Palmeira dos Índios. (Foto: Arquivo Pessoal)

Ariadne Passos Torres é gerente do Programa de Doenças Crônicas Não Transmissíveis de Palmeira dos Índios. (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo Ariadne Torres qualquer pessoa pode ter diabetes, mas o risco não é igual para todos. Alguns fatores estão geralmente associados à doença, que precisa ser tratada desde o seu diagnóstico, caso contrário, outras enfermidades podem ser desencadeadas. “O uso continuado de medicamentos, a gravidez, o sedentarismo, a etnia e pressão e colesterol altos são alguns fatores que contribuem para o diabetes. O histórico familiar, o estresse, a idade e a obesidade também estão relacionados à doença. O diabetes é uma doença crônica que precisa ser tratada. Caso contrário, os níveis de glicemia podem ficar muito altos, causar danos e falência de vários órgãos e tecidos, como doenças cardiovasculares, problemas nos rins e nos pés, além de complicações visuais”, completou.
Dia Mundial do Diabetes
Por ser um grave problema de saúde, o dia 14 de novembro tem sido reservado para conscientizar a população sobre os cuidados com a doença. Este ano, o tema de conscientização de campanha contra o diabetes “Vida Saudável e Diabetes – Diabetes sem Complicações”.  O objetivo é de chamar a atenção da sociedade sobre a importância de cuidados com a alimentação e a prática regular de atividade física. As atividades se estendem até o dia 18, em Palmeira dos Índios.  “Simples atitudes são capazes de prevenir e controlar o diabetes tipo 2, responsável por mais de 90% dos casos da doença e o único tipo de diabetes que pode ser evitado. Diversas atividades estão programadas para o ‘Dia Mundial do Diabetes’, onde cada equipe de saúde das zonas rural e urbana do município, escolhe um dia para realizar as atividades. O público alvo, pacientes já diabéticos, poderá participar de atividades de promoção a saúde e utilizar os serviços oferecidos pelas equipes de Saúde da Família e dos NASF’s, como palestras educativas, aplicação de insulina, aferição de pressão arterial, teste rápido de sífilis e HIV, distribuição de preservativos e panfletos educativos, entre outras atividades”, finalizou a enfermeira.
 
Diabetes
Mas o que é o diabetes? Diabetes Mellitus, seu nome científico, é uma doença crônica cuja principal característica é a elevação da taxa de glicose (açúcar) no sangue, acima dos índices considerados normais. O teste de glicemia identifica a doença:
De 70 a 99 mg/dl, em jejum, está dentro da normalidade;
De 100 a 125 mg/dl é conhecido como intolerância à glicose (pré-diabetes), em que o risco de desenvolver diabetes é maior;
Acima de 126 mg/dl em jejum, em duas ocasiões diferentes, confirma o diagnóstico de diabetes.
O Diabetes Tipo 1 é uma doença auto-imune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas, produtoras de insulina. Nas pessoas que têm o tipo 1, o pâncreas produzem pouca ou nenhuma insulina, e essas pessoas de utilizam dela para sobreviver. Esse tipo é mais diagnosticado em crianças e adolescentes.  Os sintomas incluem sede constante, urina frequente, fome, fadiga e visão embaçada. O tratamento visa manter os níveis normais de açúcar no sangue por meio de monitoramento regular, terapia com insulina, dieta e exercícios.Este tipo da doença não tem cura, mas o tratamento pode ajudar. No Brasil, a cada ao, são registrados 15 mil novos casos da doença.
Se você se identifica com alguns desses sintomas, está na hora de buscar ajuda médica. Ilustração/Divulgação)

Se você se identifica com alguns desses sintomas, está na hora de buscar ajuda médica. Ilustração/Divulgação)

O diabetes Tipo 2,  é uma condição crônica que afeta o modo como o corpo processa o açúcar no sangue (glicose). A característica principal é a resistência à insulina. A pessoa não consegue usar adequadamente a insulina que produz e se dá, com mais frequência, em adultos. Os sintomas da doença são semelhantes aos do tipo 1 como sede constante, urina frequente, fome, fadiga e visão embaçada. Em alguns casos, pode não haver sintomas. Os tratamentos incluem dieta, exercícios, medicamentos e terapia com insulina. Este tipo é muito comum e registra, no Brasil, mais de dois milhões de casos por ano.
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