quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

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Entrevista, papo reto e jurídico: como o Palmeiras se arma por Gabriel Jesus.

Por Redação com G1
Gabriel Jesus reiterou nesta quinta que só sai no ano que vem (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

Gabriel Jesus reiterou nesta quinta que só sai no ano que vem (Foto: Lucas Figueiredo / MoWA Press)

A diretoria do Palmeiras está absolutamente tranquila em relação à negociação de Gabriel Jesus: tem certeza de que não o perderá antes de dezembro e ganhará (provavelmente do Manchester City, da Inglaterra) muito mais do que os 30% a que tem direito. Essa confiança é resultado de uma estratégia definida e colocada em prática há pouco tempo.

Ao ver o assédio estrangeiro ao atacante de 19 anos aumentar, o clube contra-atacou em três frentes. A primeira foi o próprio jogador. Os dirigentes não se contentaram em ouvir dele a promessa de que permaneceria ao menos até o final do Campeonato Brasileiro. Fizeram que ele dissesse isso publicamente.

Na primeira oportunidade em que foi novamente questionado sobre o assunto, depois de uma vitória sobre o Sport, em 4 de julho, Gabriel Jesus foi assertivo. Durante participação no Bem, Amigos!, do SporTV, afirmou que o assunto já estava definido e que sua vontade era ficar. A declaração repercutiu na Europa e chegou ao conhecimento dos clubes interessados. Na última quinta, o jogador concedeu entrevista em Goiânia, onde está concentrado com a seleção olímpica, e reiterou o desejo de só ir embora em 2017.

Dado o primeiro passo, o Palmeiras enviou à Europa seu diretor de futebol, Alexandre Mattos. Havia a sensação de que o clube pudesse estar sendo escanteado nas conversas. Desde o início de junho, o estafe do jogador (liderado pelo advogado Cristiano Simões, em parceria com a Energy Sports) incumbiu o agente italiano Giovanni Branchini de tratar possíveis negociações.

Além de encontros com representantes de clubes de cinco países, há relatos de que Mattos tenha tido um papo reto de algumas horas com Branchini. O agente foi informado que Gabriel Jesus não seria liberado no meio da temporada e que qualquer negócio teria que ser via Palmeiras.

Veio a calhar o interesse de um clube fora do grupo de cinco europeus que podem levar Gabriel Jesus por 24 milhões de euros (em vez dos 40 milhões da multa rescisória). Com uma oferta de 32 milhões de euros, a concordância em contar com seu futebol apenas em 2017 e o telefonema do técnico Pep Guardiola, o Manchester City se apresentou como uma ótima opção para todos.

Daí em diante, o último objetivo do Palmeiras passou a ser encontrar uma forma de lucrar ainda mais, já que, desde a arrastada renovação de contrato em 2014, o clube possui somente 30% dos direitos econômicos – em sociedade com o atleta, Cristiano Simões controla 47,5% por meio da empresa CR Sports. Os 22,5% restantes ligados ao ex-agente Fábio Caran.

O departamento jurídico, então, soube de uma suposta quebra de contrato, com base em uma cláusula que impede que as partes transfiram seu percentual, sob pena de multa de R$ 1 milhão e perda dos direitos. A violação teria sido por parte de Caran. Sua parcela foi registrada em nome da empresa de sua esposa, Naima Ferreira, que, posteriormente, abriu sociedade e repassou 99% do patrimônio a dois sócios. 

Por entender que a sociedade configura repasse dos direitos, o clube entrou com ação judicial e acredita que possa assumir o percentual de Naima e ficar com 52,5% dos direitos. Nos últimos dias, a defesa do ex-agente e de sua esposa têm se reunido com os advogados palmeirenses para discutir o assunto. Paralelamente a isso, a última arma da diretoria será persuadir os representantes do jogador a abrirem mão de parte do dinheiro que receberiam.

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