terça-feira, 25 de setembro de 2018

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MP promove workshop sobre “Ministério Público e Jornalismo”, em Maceió

Por Redação com Ascom/MPAL
O workshop “Ministério Público e jornalismo: a arte do bom relacionamento e o uso das mídias tradicionais e das novas tecnologias” será ministrado pelo jornalista carioca Fábio França de Gusmão. (Foto: Agenoticwordpress)

O workshop “Ministério Público e jornalismo: a arte do bom relacionamento e o uso das mídias tradicionais e das novas tecnologias” será ministrado pelo jornalista carioca Fábio França de Gusmão. (Foto: Agenoticwordpress)

As instituições precisam dar conta aos cidadãos e às organizações políticas e sociais de suas atividades, daquilo que elas produzem. Essa prestação de contas faz parte do processo de formação de opinião do público, que só pode emitir um juízo de valor se tiver acesso as informações. E se o conhecimento produzido precisa ser compartilhado, cabe aos órgãos públicos o papel de protagonismo nesse caminho do saber que, necessariamente, passa por uma boa relação com os meios de comunicação.

A imprensa, de uma forma geral, costuma representar esse entroncamento e funciona como canal de acesso à sociedade. Por isso, pensando em aperfeiçoar esse contato com as redações, o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL) estará promovendo, no dia 20 de maio, o workshop “Ministério Público e jornalismo: a arte do bom relacionamento e o uso das mídias tradicionais e das novas tecnologias”. O treinamento será ministrado pelo jornalista carioca Fábio França de Gusmão.

A ideia de realizar a capacitação partiu da Diretoria de Comunicação Social do MPE/AL e foi chancelada pela chefia do Ministério Público Estadual, que também entendeu a importância desse tipo de treinamento. “É uma iniciativa que visa facilitar o contato da instituição com os veículos de comunicação de massa, no sentido de divulgar mais eficazmente o valoroso trabalho dos membros do Ministério Público. Ela será importante para que não percamos nunca a oportunidade de instrumentalizar a mídia eficientemente na construção de uma imagem pública favorável”, declarou Sérgio Jucá, procurador-geral de Justiça.

“Os colegas jornalistas e radialistas devem ser vistos sempre como parceiros e, para que esse relacionamento possa ser construído de uma maneira saudável, é essencial que os membros estejam dispostos e preparados para isso, mas claro, respeitando o perfil profissional de cada um dos promotores e procuradores. No entanto, se eles estiverem seguros para estabelecer essa relação e conscientes do seu papel de fonte de informação, sem dúvida alguma o Ministério Público poderá fazer o uso mais adequado dos espaços espontâneos gerados por intermédio das suas ações. E vou mais além, com esse contato próximo, inclusive fica mais fácil fazer o gerenciamento de crise e a correta aplicação dos direitos de resposta, por exemplo”, explicou Janaina Ribeiro, diretora de Comunicação Social do MPE/AL.

O conteúdo

O workshop terá duração de oito horas e será realizado numa sexta-feira, no horário das 08h ao meio-dia e das 14h às 18h, no auditório do prédio-sede do Ministério Público Estadual de Alagoas. E para que o seu resultado possa alcançar resultados práticos, a primeira turma dessa capacitação deverá ter, no máximo, 30 participantes, já que também haverá a parte prática do curso, com simulações. Os interessados deverão encaminhar e-mail paraascom@mpal.mp.br e as vagas serão preenchidas de acordo com a ordem de inscrição

Dentro do conteúdo a ser explorado, estão temas como ‘a semelhança do trabalho do Ministério Público com o da imprensa livre’; ‘como lidar com as solicitações de entrevistas sobre casos de investigações sigilosas’; ‘as negociações sobre o domínio do fato: os dados sobre um determinado caso não pertencem ao promotor, nem ao jornalista’; ‘técnicas para lidar com os profissionais que atuam e diversas plataformas: jornal impresso, rádio, televisão, sites e blogs, redes sociais, série documental’; e ‘como atuar numa entrevista coletiva’.

‘Imprensa e Gecoc: casos específicos da relação onde ocorre o modelo perfeito e/ou imperfeito’; ‘a imprensa no Tribunal do Juri: as possibilidades de se envolver os jornalistas antes de cada júri de repercussão’; ‘jornalismo investigativo: a força das investigações do MP que podem ter projeção nacional’; ‘informações relevantes para a imprensa durante a fiscalização do processo eleitoral’; ‘uma boa entrevista garante o melhor destaque: meios de chegar ao objetivo de divulgar a ação do MP’; ‘o promotor como fonte: formas de cultivar um bom relacionamento com alguns jornalistas, sem desrespeitar os demais profissionais de imprensa’; e ‘meios de conduzir demandas negativas para a instituição: formas de evitar ou minimizar o impacto de pedidos de declarações de casos complexos’ são alguns dos outros tópicos que serão abordados.

O workshop será ministrado pelo jornalista Fábio França de Gusmão, consultor em comunicação, estratégias e inventários digitais, novas mídias, crises online e off-line e formação de equipes orientadas em resultados. Ele também é um premiado jornalista brasileiro. Com 21 anos de carreira, durante 15, dedicou-se ao jornalismo investigativo. Mais recentemente se tornou editor do conteúdo digital do jornal Extra do Rio de Janeiro e já foi vencedor dos Prêmios Esso, Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, Embratel, Direitos Humanos de Jornalismo e Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

“Entender o funcionamento dos veículos de comunicação, suas particularidades e a importância de cada um deles como canal de informação para a sociedade é um dos principais pontos para que ocorra uma comunicação eficiente. É fundamental ter um dia de imersão para que promotores e procuradores de Justiça conheçam as melhores práticas, os mecanismos para que seus discursos sejam compreendidos por quem recebe a mensagem, e como as assessorias de comunicação podem contribuir muito para isso”, afirmou o palestrante.

O workshop “Ministério Público e jornalismo: a arte do bom relacionamento e o uso das mídias tradicionais e das novas tecnologias” conta com o apoio da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Alagoas (Fecomércio), do Sindicato da Habitação de Alagoas (Secovi) e dos restaurantes Maria Antonieta, Aoki Sushi Lounge e Mestre Cuca.

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