sexta-feira, 16 de novembro de 2018

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Feto some de hospital antes de enterro

Por Redação com Último Segundo / IG
Bruna Loredo estava grávida de seis meses quando perdeu a criança (Foto: Reprodução)

Bruna Loredo estava grávida de seis meses quando perdeu a criança
(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil vai investigar o desaparecimento de um feto no hospital Victor de Souza Breves, em Mangaratiba, na Costa Sul Fluminense. Segundo a mãe da criança, Bruna Loredo, de 29 anos, ela fez um ultrassom no dia 3 de fevereiro e foi constatado que o feto não tinha batimentos cardíacos. Bruna seguiu para o hospital, foi internada e conseguiu fazer o aborto. Como a jovem estava grávida de seis meses e o feto já tinha um peso significativo, a criança precisaria ser enterrada.

Constatada a morte, o marido de Bruna e o pai dela fizeram todos os procedimentos para o enterro. No entanto um fato impediu o sepultamento. Quando os funcionários da funerária foram ao hospital buscar o corpo, o feto havia sumido da unidade. De acordo com Bruna, a instituição informou que não sabe onde está o corpo da criança. “Além da dor de perder a minha filha, agora eu tenho a dor de não poder enterrar o corpo dela”, disse.

Muito abalada, a mãe contou que familiares procuraram a instituição para uma explicação sobre o fato. O hospital teria se negado a conversar com os familiares e a prestar ajuda. Os parentes então procuraram a 165ª DP (Mangaratiba) e registraram um boletim de ocorrência contra a instituição.

“Até agora, ninguém sabe me dizer se o corpo da minha filha foi para o lixo ou se foi vendido para alguma faculdade. É uma dor terrível”, afirmou.

De acordo com o delegado Renato dos Santos Mariano, titular da 165ª, as investigações estão em andamento e familiares já foram ouvidos. Segundo Santos, o diretor e funcionários do hospital também prestaram depoimento.

Imagens de câmeras de segurança do hospital já foram solicitadas e agentes realizam diligências em busca de informações que ajudem a localizar o corpo do bebê.

A prefeitura de Mangaratiba, que administra o hospital, foi procurada, no entanto, até a publicação desta não havia se pronunciado.

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