sexta-feira, 18 de outubro de 2019

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Esquemas de corrupção maculam a imagem do futebol mundial

Por Da Redação com Gazeta Esportiva
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José Maria Marin está entre os detidos em Zurique (Foto: veja-abril.com.br)

A manhã desta quarta-feira pode entrar para a história do futebol mundial. O ex-presidente da CBF e da organização da Copa do Mundo de 2014, José Maria Marin, está entre os detidos em Zurique e acusados pela Justiça americana de ter recebido propinas milionárias em esquemas de corrupção no futebol. Segundo os americanos, quem também será acusado é J. Hawilla, fundador da Traffic Group.
A maioria dos esquemas alegados no indiciamento está relacionada à solicitação e recebimento de subornos e propinas por dirigentes de futebol pagos por executivos de marketing esportivo em conexão com a comercialização de direitos de mídia e marketing de diversas partidas e torneios – incluindo as Eliminatórias da Copa do Mundo na região da Concacaf, a Copa de Ouro da Concacaf, a Liga dos Campeões da Concacaf, a Copa América Centenário, a Copa América, a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, que é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). “Outros esquemas se relacionam com o pagamento e recebimento de suborno em relação ao patrocínio da CBF por uma grande marca esportiva norte-americana, a escolha da sede da Copa de 2010 e a eleição presidencial da FIFA em 2011″, apontou o Departamento de Justiça dos EUA.

Executivos de marketing pagaram quase R$ 500 milhões em propinas

Executivos de marketing esportivo dos Estados Unidos e da América do Sul também estão entre os acusados. Eles teriam aceitado pagar mais de US$ 150 milhões (R$ 473 milhões na cotação atual) em propina e suborno para obter lucros com direitos de mídia e marketing em competições de futebol internacionais. Um dos nomes citados é o de J. Hawilla, proprietário e fundador da Traffic, multinacional de marketing esportivo situada no Brasil. As suas duas empresas – a Traffic Sports International Inc. E q Traffic Sports USA Inc. -, que estão sediadas na Flórida (EUA), são citadas pela Justiça americana.
“A acusação alega que, entre 1991 e os dias de hoje, os réus e seus parceiros corromperam a empresa pelo envolvimento em diversas atividades criminais, incluindo fraude, suborno e lavagem de dinheiro. Duas gerações de dirigentes de futebol abusaram de suas posições de confiança para ganho pessoal, geralmente por meio de alianças com inescrupulosos executivos de marketing esportivo, que barraram competidores e mantiveram contratos muito lucrativos para si mesmos com o pagamento sistemático de subornos e propinas.”
A investigação ainda deu maiores detalhes do caso, inclusive citando valores. “Entre os acusados também estão executivos de marketing esportivo dos Estados Unidos e da América do Sul, que teriam pago sistematicamente e teriam aceitado pagar mais de US$ 150 milhões (R$ 473 milhões) em propina e suborno para obter lucro com direitos de mídia e marketing em competições de futebol internacionais.”

Copa no Brasil ainda não está sendo investigada

Currie afirmou que a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014 não está sendo investigada. “Nenhuma conduta relacionada ao processo de escolha de 2014 faz parte deste processo”, disse o procurador na coletiva. Ele citou que o que faz parte das investigações é a escolha da África do Sul como país sede da Copa de 2010.
“As investigações não acabam aqui, estão apenas começando”, afirmou na abertura da coletiva a Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Loretta Flynch, que antes de ser escolhida pelo presidente Barack Obama para o cargo trabalhou na Corte do Brooklyn, onde foi arquivado o processo. O objetivo é pôr um fim na corrupção no futebol, disse ela. Para o caso de extorsão, Loretta ressaltou que a pena máxima pode chegar a 20 anos de prisão.

SUBORNO – Questionados sobre se a empresa de material esportivo Nike faz parte das investigações, Currie disse que não iria comentar. No processo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é acusada por envolvimento em casos de suborno no contrato de patrocínio com uma “grande marca esportiva norte-americana”. O procurador também afirmou que não comentaria de nomes que não são citados no processo.

NOTA OFICIAL

A CBF, no início desta noite, depois de reunião extraordinária, na noite de ontem, informou que irá oferecer o adequado desdobramento à determinação da FIFA e afastar o Sr. José Maria Marin do seu quadro diretivo até a definitiva conclusão do processo;
Também decidiu tornar pública a decisão, previamente tomada no início desta gestão, de reanalisar todos os contratos ainda vigentes e remanescentes de períodos anteriores.

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