quinta-feira, 20 de setembro de 2018

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Lifal receberá recursos para produzir xarope de planta medicinal

Cultivo do Guaco abre uma oportunidade para disseminação de outras plantas medicinais (Foto: Ascom Seplande)

Cultivo do Guaco abre uma oportunidade para disseminação de outras plantas medicinais (Foto: Ascom Seplande)

   Com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) da portaria Nº 2.323, foi aprovado o repasse de recursos para o desenvolvimento e futuro registro do xarope de Guaco pelo Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal). O projeto destinará R$ 933 mil para o desenvolvimento de pesquisa e produção do medicamento natural, promovendo diversos benefícios para o Estado, inclusive a fomentação do Arranjo Produtivo Local (APL) Fitoterápicos.
Típico das regiões Sul e Sudeste, o Guaco é um arbusto de fácil cultivo e adaptação ao clima mais ameno. Nesse sentido, também não precisa de grandes cuidados e pode ser plantado em regiões de Mata Atlântica. A planta tem forte poder medicinal, com capacidade para cura de infecção na garganta, tosse, bronquite, gripe e rouquidão. Além disso, integra a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), do Ministério da Saúde.
Segundo a presidente do Lifal, Esvalda Amorim, o patenteamento do xarope de Guaco vai ter diversas fases. “Primeiro vamos realizar as pesquisas para o desenvolvimento da fórmula, além da aquisição das próprias plantas; depois passamos para o registro propriamente dito. Também haverá a etapa de produção, em que deverão ser finalizados três lotes para teste”, explica.
O projeto do registro do xarope de Guaco tem como proponente a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a vitória do edital implica em novas perspectivas para o cultivo de plantas medicinais, já que o recurso tem capacidade de trazer uma abertura de mercado pouco explorada e escassa em Alagoas.
A gestora do APL Fitoterápicos, Conceição Peixoto, fala que a iniciativa vai trazer um forte poder de mudança para os integrantes do arranjo, pois é uma oportunidade de desenvolver o cultivo e disseminação de plantas medicinais, trazendo maior segurança ao pequeno produtor, que também poderá até negociar uma garantia de comercialização de seus produtos.
“É difícil encontrar em Alagoas uma propriedade com o cultivo exclusivo de plantas medicinais. Os agricultores não se sentem seguros, pois nem sempre há um mercado garantido para sua produção. Por meio de iniciativas como esse edital, podemos vislumbrar uma oportunidade garantida de comercialização, é uma vitória para o grupo”, acrescentou a gestora.
Em paralelo a aprovação da verba para o registro do medicamento, ocorreu uma movimentação para a aquisição de mudas de Guaco. Assim, mais de 450 unidades foram importadas e plantadas no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas (Ceca/Ufal). A ação foi coordenada pelo professor e Engenheiro Agrônomo da instituição, Clemens Fortes.
Fortes relata que por meio das mudas será possível replicar a espécie e doar aos agricultores interessados no seu cultivo. “Nesse momento estamos trabalhando para garantir a sobrevivência das mudas. No período certo, vamos levá-las ao horto e multiplicá-las. Após todo esse processo, a ideia é conseguir repassar o Guaco para os interessados”, reforça Fortes.

 APL Fitoterápicos

O APL Fitoterápicos integra o Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL), coordenado pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) e pelo Sebrae/AL. O Arranjo também tem apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri). O APL tem em sua composição os seguintes municípios: Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Flexeiras, Maceió, Messias, Marechal Deodoro, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba.

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