quarta-feira, 17 de outubro de 2018

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Arranjos Produtivos Locais transformam realidade de pequenos produtores

Produtores aprimoram técnicas e se profissionalizaram por meio das ações do APL (Foto: Michel Rios)

Produtores aprimoram técnicas e se profissionalizaram por meio das ações do APL (Foto: Michel Rios)

   Alagoas é hoje uma referência nacional no apoio às cooperativas e associações de diversos segmentos produtivos, por meio do Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL).  Coordenado pela Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) e o Sebrae, o programa tem por finalidade fomentar e promover a inclusão social de pequenos produtores, por meio da geração de ocupação e renda, bem como de políticas voltadas para o desenvolvimento regional.
Juntos, os dois órgãos estabeleceram critérios para definição dos Arranjos, de acordo com a proximidade geográfica entre os atores locais, o agrupamento de diversos agentes e a identificação da atividade produtiva de grupo de empresas ou indivíduos em determinada região que exercem as mesmas atividades econômicas ou afins.
Cabe à Seplande promover a articulação das diversas secretarias executivas, que têm participado desde a estruturação do programa, integrando as ações com os demais parceiros públicos e privados. A cada quatro meses, a Secretaria sedia a reunião do Conselho Deliberativo do PAPL para acompanhar o balanço dos principais avanços do programa. O encontro é presidido pela secretária Poliana Santana e conta com a participação de todos os representantes dos arranjos.
Um ano após a implantação do projeto, em 2004, o programa contava com apenas dez APLs e atendia 2.295 pessoas. Nos últimos dez anos, a ação foi intensificada pelo Governo do Estado, em conjunto com demais instituições parceiras, aumentando para 18 o número de Arranjos, cujas áreas estão divididas em agronegócio, turismo, indústria e serviços. Hoje, 20.279 trabalhadores são beneficiados em 88 municípios alagoanos.
“Desde a implantação do Programa de Arranjos Produtivos Locais, muitos avanços já foram feitos em diversos setores produtivos do Estado. Os microempresários e pequenos produtores puderam aperfeiçoar técnicas de produção, participar de rodada de negócios e feiras nacionais e internacionais, ações que contribuíram significativamente para a profissionalização e aumento da produção”, avaliou a secretária de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Poliana Santana.

    Móveis

O fortalecimento da produção de madeira e móveis em Arapiraca e Palmeira dos Índios é um dos resultados conquistados com a assistência do programa. Embora exista há 60 anos na região, a produção era rudimentar, com número de moveleiros reduzido. Hoje, o APL Móveis no Agreste atende 55 microempresários com capacitações, políticas de incentivo e assistência técnica para estimular a produção de móveis planejados com design atrativo. O aperfeiçoamento das peças agregou valor ao produto e pode ser comprovado durante a exposição em importantes eventos do segmento, como a 4ª Mostra do Decoragreste e a edição da Casa Cor em Alagoas, que projetaram a atividade moveleira alagoana em nível nacional e internacional.
Atualmente, cerca de 800 pessoas trabalham formalmente na região Agreste, produzindo estofados, móveis em madeira, metal, mármore/granito e esquadrias. Esse número tende a aumentar com a consolidação das empresas no Povo Moveleiro Nascimento Leão, em Arapiraca, e a chegada do Polo Multissetorial de Palmeira dos Índios, que incluirá o segmento no complexo industrial.

 Fruticultura

Outro setor que cresceu no Estado foi a cadeia produtiva da laranja. Produzida há mais de 50 anos no Vale do Mundaú, a fruta tornou-se uma importante fonte de renda para milhares de agricultores da região, principalmente após o fortalecimento da cadeia, através do fomento às associações e cooperativas pelo APL Fruticultura no Vale do Mundaú. Hoje, Alagoas é o terceiro maior produtor de laranja do Nordeste e, proporcionalmente, o maior produtor de laranja lima do País.
O APL destaca-se ainda por ser pioneiro na produção de laranja lima orgânica, atuando hoje com 30 produtores certificados. O Arranjo é formado por 33 empreendimentos agrícolas, sendo três cooperativas, 29 associações e um instituto, que juntos totalizam 1.171 produtores de laranja e banana, distribuídos em cinco municípios integrantes da região.

Ovinos e Caprinos

Graças à atuação do programa, a criação de ovelhas e cabras também alcançaram recordes de produção no APL Ovinocaprinocutlura no Sertão. Composto de seis associações e cinco cooperativas, o Arranjo atende 817 alagoanos, entre produtores e empregados no ramo pecuário. Carne, couro, leite e produtos cosméticos, como o sabonete, estão entre os principais produtos do segmento.

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