sábado, 22 de setembro de 2018

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Fecoep investe cerca de R$ 5 milhões em programas de interesse social

Ação busca conseguir o selo de Identificação Geográfica (IG) para atestar que o filé é genuinamente alagoano (Fotos: Michel Rios)

Ação busca conseguir o selo de Identificação Geográfica (IG) para atestar que o filé é genuinamente alagoano (Fotos: Michel Rios)

Gerar oportunidades para a sociedade através de projetos de interesse social, revertendo o quadro de pobreza no qual vive parte da população. Com esse objetivo, o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) vem investindo em programas que trabalham a educação, a sociabilidade, o desenvolvimento e empreendedorismo, a fim de transformar a desigualdade em níveis dignos de subsistência dos alagoanos.
Empenhada em mudar esse cenário e viabilizar qualidade de vida à população, a Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande) firmou, em 2012, três convênios junto ao Fecoep. Por meio deles, artesãos, micro e pequenos empresários, costureiras, associações e cooperativas viram suas produções tomarem novos rumos, conquistando pela primeira vez oportunidades de crescimento, lugar no mercado e reconhecimento frente a outros negócios.
Um deles busca colocar Alagoas num novo patamar dentro do cenário cultural em escala nacional. Depois de conseguir o selo de Identificação Geográfica (IG) com a própolis vermelha, o estado busca agora seu segundo título: a certificação de que o bordado filé é um produto genuinamente alagoano. “O Fecoep apoiou essa ideia e destinou o repasse de R$ 90 mil para o projeto, que está sendo utilizado, por exemplo, para consultorias, despesas com viagens e a criação de uma logomarca”, disse a secretária de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Poliana Santana.
Uma vez firmado o acordo, os órgãos conveniados precisavam correr atrás das documentações exigidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que coordena o título. Em parceria com estudantes e professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi identificada a região das Lagoas Mundaú e Manguaba como área geográfica tradicional do IG do filé.
Após essa etapa, era necessário criar uma entidade que representasse a categoria a nível estadual. Com isso, oito associações de artesãos se juntaram e formaram o Instituto do Bordado do Filé, já normalizado. O grupo ficou responsável pela avaliação do filé produzido pelos artesãos, que devem estar de acordo com as determinações do caderno de nota. Nele, estão presentes elementos como os pontos tradicionais do bordado, as cores, o tamanho da rede e a variação de combinação de pontos, que serão analisados pela banca na hora de certificar com o selo os artesãos que fizeram a solicitação prévia.
Com a identificação concluída e o Instituto regulamentado, faltava apenas buscar provas de que Alagoas era o “dono” do filé para, enfim, dar entrada no processo junto ao INPI. Foi feito um estudo da área, a coleta de relatos históricos antigos e recentes, pesquisas em revistas e jornais, bem como a busca de evidências históricas existentes há mais de 100 anos. O processo já está em fase de conclusão.
Depois de recolhidas todas as documentações exigidas, elas serão enviadas para análise do INPI regional, e, em seguida, serão encaminhadas ao INPI do Rio de Janeiro, quando passarão pelo processo de aprovação.
“Ganhar esse certificado significará um reconhecimento para Alagoas como produtora original do filé. O título traz com ele a valorização do produto, que passa a ser sinônimo de qualidade e originalidade. Além disso, pode haver reflexo no aumento do seu valor produtivo no mercado, o que beneficiaria economicamente os artesãos da região das lagoas Mundaú e Manguaba”, destacou a gestora do convênio, Dyslane Teles.
Cadeia Têxtil e de Confecções – Entendendo a necessidade de transformações também no segmento empreendedor, a Seplande, o Sebrae e a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) garantiram, por meio do Fecoep, o desenvolvimento do setor têxtil e de confecções do estado.
Nessa parceria, o desenvolvimento de micro e pequenas empresas ganhou protagonismo, com investimentos de quase R$ 4 milhões no setor. Entre as atividades promovidas com os recursos estão a concessão de 1.204 máquinas de costura, consultorias técnicas sobre modelagem e manuseio dos equipamentos, além de capacitações gerenciais.
As máquinas de costuras estão sendo entregues gradativamente a associações, cooperativas e empresários. Após as ações implementadas na cadeia têxtil e de confecções, houve um aumento de 340% no número de empresas sindicalizadas e mais de 9% na quantidade dos postos de trabalho para o setor. Já são 20 municípios beneficiados com os acordos.
Com vigência de 36 meses, os convênios caminham agora para os passos finais: a promoção de capacitações técnicas básicas e avançadas, articulações institucionais para a formalização de grupos e capacitação em gestão, design e inovação. As ações de acesso ao mercado vão ganhar novo foco, com a participação dos profissionais envolvidos em missões técnicas, feiras e eventos.

Polo de Delmiro Gouveia – Ainda inserido nas atividades apoiadas pelo Fecoep, o Polo de Confecções de Delmiro Gouveia tem proporcionado grandes avanços para os profissionais da cidade e do entorno. Dois acordos firmados funcionam de forma independente, um deles destinado exclusivamente à criação do polo e o outro com finalidade mais abrangente, segundo a diretora de Micro e Pequenos Negócios da Seplande, Irys Cavalcante.
“Trata-se, na realidade, de dois convênios distintos que acabam convergindo no que se refere às metas. Só para a construção e inauguração do polo foram disponibilizados 75% dos cerca de R$ 4 milhões resultantes dos acordos junto ao Fecoep. Pelo menos 350 costureiras estão sendo beneficiadas com as 187 máquinas já entregues”, afirmou a diretora.

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