sábado, 22 de setembro de 2018

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O Significado do Natal

Por Redação
Catedral de Palmeira dos Índios (foto Manoel Jorge Ribeiro Neto)

Catedral de Palmeira dos Índios (foto Manoel Jorge Ribeiro Neto)

Todas as Igrejas do Brasil, iniciaram, com liturgias, o período de preparação para o recebimento do Natal. É que, o Redentor Jesus Cristo vem a caminho para chegar até a humanidade e por isso todos devem se preparar para recepcioná-lo condignamente. Isto explica a movimentação espiritual e liturgia das igrejas católicas no Brasil e na América Latina. A intenção maior é movimentar todos os cristãos e não-cristãos para a paz que o mundo almeja e sonha. E é evidente que a paz não se encontra neste mundo barulhento e cheio de violência, mesmo embora seja claro os esforços que o mundo faz em busca da paz neste período. Conta às escrituras que Jesus veio trazer a paz. A paz que Jeremias anuncia: o direito e a justiça. E explicam-se estas duas condições de paz através da exortação de São Paulo, feita aos Tessalonicenses: os homens viverão a paz se praticarem a justiça e o direito. E agora, quando é chegado o tempo do Advento, todo ser humano na face da terra é convidado a vigiar para que a paz não se confunda, daí porque todos devem estar prontos, segundo ainda o evangelho. As almas devem estar preparadas para receber o Menino-Deus e cumpre a todos, o revestimento de forças, sacudindo a poeira do tempo e o pé da estrada, desatando a cadeia dos pés e dos pescoços, para aguardar o nascimento. O Natal é sempre uma data de sentimentos que desperta nos corações humanos o milagre espiritual do retorno à infância, ao sonho, a fantasia. Até nas regiões onde o medo impregna-se em cada pessoa, como nas regiões das guerras. E o que dizer dos que vivem por estas paragens nordestinas de milhares de pessoas que tem em torno das mesas desprovidas e tristes a nudez do olhar parado, desse Nordeste calcinado pela seca e pela inclemência dos homens – nordeste que grita a todo instante para a nação brasileira que não precisa de auxílio, que não é peso morto da nação, mas pede apenas o que tem direito na participação de nossas riquezas e produção?
70% de trabalhadores do Brasil recebem apenas um (01) salário mínimo e “realizam” serviços que mais consomem energias e colocam a vida em risco. A situação dos trabalhadores rurais pode ser chamada de cativeiro: instabilidade no emprego, na moradia e no salário, ausência de serviços médicos e educativos, há políticos que fazem discursos bonitos, mas não resolvem a situação. Precisam cair na real – se não atacamos o problema na raiz do mal. O Natal aí esta e é preciso que o homem pense interiormente. O presente não faz o Natal. A roupa nova não faz o Natal. O natal é feito através do sentimento da fraternidade, porque é como um raio de sol, que emerge das trevas, para iluminar o mundo, naquele instante do nascimento. Ninguém tem o direito de calar ou de descansar enquanto houver na terra um irmão nu, um irmão com fome, sem casa, sem trabalho, perseguido ou injustiçado. Enquanto houver injustiça na face da terra a revolução de amor de Cristo não será concluída. Ah, se a humanidade colocasse em prática os ensinamentos de São Basílio quando diz no século 4º: “pertence aqueles que têm fome o pão que tu guardas. Aquele que está nu, a veste que tu conservas no guarda-roupa, aquele que está descalço, os sapatos que apodrecem em tua casa, ao pobre, o dinheiro que tu tens guardado. Assim tu cometes tantas injustiças, quantas as pessoas ás quais tu poderias ajudar”. Santo Agostinho também disse: “O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres”. Os homens foram capazes de chegar à lua, de fazer bebê de proveta, de transplantar órgãos humanos, mas, até hoje, tem-se revelado incapaz de suprir a miséria, a dor, a doença, a fome e a injustiça social. Assim, em meio dos desalentos e das desesperanças, vamos todos nos concentrar no mistério do Natal. Busquemos na palavra daquela Criança de Manjedoura às palavras de Deus, que liberta e deixemos que o consolo chegue aos mais distantes e mais próximos. E quando a Palavra de Deus não produz frutos de vida em nós, ela falha.
Por isso o saudoso Papa João Paulo II, um dia, preocupado com o anúncio da palavra, lançou uma interrogação: “O que é feito daquela energia escondida na boa nova, suscetível de impressionar profundamente a consciência dos homens? Que este Natal sirva de reflexão para muita gente. Este é o apelo, a conclamação quando todos nós aguardamos o advento, o milagre da natalidade”.

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