segunda-feira, 24 de setembro de 2018

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Collor destaca legado de paz deixado por Mandela

Fernando Collor lembra legado de Mandela

Fernando Collor lembra legado de Mandela

O legado deixado para a humanidade, pelo ex-presidente africano Nelson Mandela, na luta pela paz e pela igualdade racial, foi destacado pelo senador Fernando Collor (PTB-AL), em proncunicamento feito na tarde desta quinta-feira, na tribuna do Senado.
Collor, que conheceu Mandela pessoalmente, em 1991, sendo o primeiro presidente brasileiro a recebê-lo em nosso país, após a sua libertação da prisão, lembrou, também, que teve a honra de agraciar o líder negro com a medalha Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco, antes mesmo de ele ser eleito presidente da África do Sul e de ser agraciado com Prêmio Nobél da Paz.
“A visita ao Brasil (naquela época) fazia parte de sua peregrinação para que as nações do mundo mantivessem as sanções econômicas ao país (Africa do Sul) até que as divisões entre negros e brancos deixassem de existir, e que todos tivessem o direito a escolher os próprios representantes. Quando do nosso encontro, premonitoriamente declarei em público a minha honra em apertar a mão do homem que seria o símbolo do nascimento de uma nova África do Sul, fortalecida e racialmente integrada”, recordou o ex-presidente Collor.
Ele falou, também, da emoção de ter participado, esta semana, das homenagens em herói da luta contra a segregação racial, em Joanesburgo. Convidado pela presidenta Dilma Rousseff, Collor integrou a comitiva presidencial brasileira, junto com outros ex-presidentes do Brasil, e foi testemunha da grandeza das homenagens feitas ao ex-presidente africano, com a presença de quase uma centena de chefes de Estado de todo o planeta.
“Foi um momento ímpar na vida de qualquer pessoa, não somente pelo significado histórico da solenidade, mas também pela constatação da magnitude do nome de Nelson Mandela para os diversos povos e nações do mundo”, disse o senador, destacando, ainda, que Mandela simbolizava a chama do consenso, da tolerância, do entendimento, da conciliação e do congraçamento entre desiguais na busca de um momento de paz.
Em seus discurso, Collor citou uma das frases de Mandela, dita em 1964, diante do tribunal de Pretória: “Eu lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação negra. Eu valorizo o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com as mesmas oportunidades. É um ideal pelo qual eu espero viver para ver realizado. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual eu estou pronto para morrer.”
E destacou que Mandela é um exemplo de que uma verdadeira revolução pode ser realizada sem armas. “Mais do que um exemplo, Mandela pautou um estilo de fazer política, um modo de comportamento humanitário que até hoje repercute em todo o planeta”, disse o senador, observando que a morte do líder negro deve também suscitar em todos a reflexão sobre o colonialismo e a segregação racial.
Collor concluiu, dizendo que são cada vez mais raros homens que se tornam líderes, e líderes que se tornam heróis. E que, mais raro ainda, são os heróis que se transformam em mitos. E por fim, citou a frase que o próprio Mandela disse que gostaria de ter em sua lápide: ‘Aqui jaz um homem que cumpriu seu dever na terra’.

 

 

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