quarta-feira, 14 de novembro de 2018

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Mobilidade nada urbana

Por Eduardo Bomfim

As consequências de um tipo de civilização extremamente autoritária imposta à humanidade, concentradora, que atende aos interesses exclusivos do grande capital internacional continuam a desnudar os intensos sinais de fadiga, vários impasses que se estabelecem por todos os lados.
Produzindo um tipo de sociedade onde a principal característica tem sido impor a todos os Países a abdicação ou o desaparecimento das suas particularidades culturais, nacionais e regionais.
Cujo objetivo é uniformizar o consumo das mercadorias, entendidas aqui como qualquer coisa que se possa vender, desde o celular, produção artística, a informação midiática de classe, de tal forma que seja qual for o lugar em que se esteja todos tenham a mesma escala de valores ideológicos, adquirindo o mesmo tipo de produto, pensando as mesmas coisas.
Essa é a política do capital financeiro após a imposição do neoliberalismo como doutrina hegemônica no planeta, a tradução mais óbvia do que vem a ser a ditadura do pensamento único do mercado, através da agenda global impositiva, onde todos podem agir, pensar desde que não se aventurem a exercitar o sentido crítico, contestador.
Já a diferença dos regimes autoritários anteriores, inclusive no Brasil, para os tempos atuais, é que naqueles as grandes maiorias lutaram por uma via democrática, soberana, de progresso social, enquanto que na ditadura do mercado a onipresença, o patrulhamento de poder do capital global faz-se de maneira indireta mas avassaladora.
Apesar da resistência dos povos, o surgimento dos BRICS, etc., a crise estrutural capitalista e suas consequências malignas geram forte impacto nas cidades, uma tempestade de ansiedades coletivas, fomentam graves problemas de segurança pública, saúde, mobilidade urbana, educação, pondo em cheque um modelo de civilização fundado basicamente na idolatria absolutista da mercadoria que se mostra nociva a toda humanidade.
Mesmo com o recente surgimento de governos democráticos, de políticas sociais mais avançadas, ainda tem sido determinante no Brasil nos últimos 23 anos, como na maioria do planeta, a ideologia dominante do mercado, do capital financeiro, exigindo da luta política a capacidade de encontrar os caminhos da sua superação, a busca de novos modelos alternativos de civilização.

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