segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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Fenômenos engarrafados

Por Eduardo Bomfim

A agenda global continua fomentando uma parafernália de movimentos e clichês na igual proporção em que agrava-se a crise estrutural capitalista, o declínio da outrora sociedade “maravilha curativa” onde o fim da História era anunciado para gáudio dos profetas do neoliberalismo incentivados pelo capital financeiro internacional.
Sobrepondo-se à agenda verdadeira, concreta das nações, suas necessidades estratégicas, semeando fragmentações, um caleidoscópio de ativismos quase alucinógenos que parecem brotar do nada mas, na verdade, são pautados pela informação midiática de classe, hegemônica.
Que justo se transformam no alfa e o ômega de alguns grupos logo ampliados pela lente multiplicadora da televisão monopolizada por carteis no Brasil e no mundo, pelos interesses do grande capital global, também repercutidos através das redes sociais.
Enquanto nações afundam em trágica crise na Europa, Estados Unidos, continentes fervem de violência e sangue como na África esquartejada, Oriente Médio, partes da Ásia, fruto da expansão armada imperial, nada mais útil para os nababos das finanças que a promoção e o elogio à truculência protofascista, confundir as classes subalternas, impedi-las de vislumbrar os verdadeiros responsáveis pelos males que as afligem.
No momento em que alguns analistas sociais correm afogueados a explicar os “fenômenos sociais de novo tipo do século XXI” sequiosos pelos 15 minutos de fama na mídia cartelizada, os graves problemas do Brasil continuam urgentes: educação, saúde, moradia, transportes públicos, segurança etc.
Além dos imensos lucros auferidos pelos grandes bancos, as taxas de juros fantásticas, quando na verdade o País necessita de fortes investimentos em infraestrutura, ciência, tecnologia, formação de quadros profissionais, mais geração de emprego, renda, crescimento econômico a patamares bem mais elevados.
Mas o fato é que vários estão atônitos diante de certas “causas flamejantes”, algumas engarrafadas e importadas para pronto consumo, sempre associadas a uma recorrente truculência com endereço certo: a inviabilização de um projeto de desenvolvimento nacional estratégico, a superação das históricas, abissais desigualdades sociais, a derrocada das liberdades democráticas tão duramente conquistadas pelo povo brasileiro.

 

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