terça-feira, 13 de novembro de 2018

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Agressão ao Sertão

Por Antonio Machado

A área sertaneja por sua posição geográfica com um topônimo extenso e abrangente, tem servido de temas frequentes em todo noticiário, como nós outros que tem focado pontos cruciais, avanços e recuos dessa região, deixando todos muito ainda a desejar, visto sua diversidade e aspectos diferentes, como seu clima, seu bioma, sua secas alternadas, estiagens prolongadas, poucas assistência, gerando uma característica com poder econômico pequeno, uma cultura desigual, influindo tudo isto diretamente nos sertanejos, não gerando uma casta diferente, mas uma região onde ainda carece de tudo para que todos tenham o básico de sobreviver, com políticas e ações direcionadas e geradas nos gabinetes da opinião do povo, não na frieza dos gabinetes tecnocratas, porque primeiro o povo é quem deve suscitar com seu questionamento o lhe é melhor, carecendo portanto, uma maior conscientização de cada um.

A região vem se arrastando com o prolongamento da seca de 2012, não adianta tentar esconder essa realidade viva, quando o homem é partícipe ativo desse problema que tanto lhe aflige, com sua agressão a natureza que tudo lhe dar, inclusive flores. Queimadas desordenadas, devastação de árvores frutíferas, citando com um exemplo, os belos e majestosos ouricurizeiros, de onde tudo se aproveita, nada se perde como já sentenciava o físico francês Lavoisier, árvores de renome como o Pau d´arco, ou Ipê, mormente os das floradas roxas, a Caraibeira, o símbolo, do Estado de Alagoas, Baraúnas, Cedros, Aroeiras e tantas outra árvores, que possuem valores históricos, dominavam no passado as terras sertanejas, dando ao homem uma condição melhor de vida, nas trovadas, essas árvores e arbustos, com sua floração, deixava o sertão maior e mais bonito com a tônica multicores das floradas, que atualmente fazem parte de um passado distante, isto apenas na flora, sem evidenciar a fauna que está extinta praticamente, tudo por conta da agressão a natureza pela ação do próprio homem, com essa devastação da fauna e flora, as chuvas que são atraídas pelo oxigênio das árvores, tornam-se mais escassas, aumentando ainda mais os problemas da área sertaneja, que mesmo sendo parte de um todo, constitui-se diferente.

O sertão é histórico e lendário, tem sido celeiro de cultura, inteligência, heroísmo e também de progresso, porque seu povo bom valoroso e trabalhador, tem sabido enfrentar com altivez as adversidades politicas e ideológicas com hombridades, sem ferir o brio dos poderosos, mas sem lhes ser subservientes, porém não deixa de reclamar e lutar por dias melhores, por uma vida mais digna e justa, como escreveu Napoleão Bonaparte, “sem justiça, só há divisões, vitimas e opressores”. O sertão se levanta para uma retomada de posição, para realinhamento de sua história, centrado no progresso que lhe espera. Esperar não é saber, cantou Geraldo Vadré. Saber é lutar para fazer acontecer dentro de um ângulo onde todos tenham participação no campo do bem comum.

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