segunda-feira, 19 de novembro de 2018

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Absolutismo

Por Divaldo Suruagy

O excesso de poder concentrado na origem divina do rei, do imperador, do faraó ou qualquer que fosse o título do chefe, conduziu naturalmente para o absolutismo. Senhor de vida e morte, dono da verdade e da razão, comandante militar, sua vontade era lei. Sendo o responsável maior pelo destino da população, julgava-se o próprio Deus-Vivo. Nenhum plebeu ousava agredi-lo, seria um sacrilégio, somente seus iguais poderiam contestá-lo. A luta pelo poder geralmente terminava em tragédia. A hereditariedade ensejava o conflito dentro da estrutura familiar. Pais contra filhos, irmãos contra irmãos, filhos contra pais, muitos ficavam ensandecidos na busca pelo poder.
As formas de governo que se perpetuaram ao longo de milênios foram a Monarquia e a República. A Monarquia apoiada no direito divino dos reis e nos privilégios da nobreza, foi a mais popular até o século XIX. Possuía uma forte mística, mesmo hoje, mais de duzentos anos depois da Revolução Americana, ainda perdura o seu efeito mágico sobre a imaginação popular. Quando se deseja elogiar alguém costuma-se utilizar os títulos monárquicos: fulano é um cavalheiro, um fidalgo, tem procedimentos de príncipe. A beleza feminina é ressaltada tomando como exemplo a figura de uma princesa, uma rainha. A massa, embora em muitos casos não aparente, idolatra a realeza.
A República teve suas primeiras experiências na Grécia Antiga. Atenas foi o seu berço, embora não seja um exemplo clássico de democracia porque apenas uma minoria, os cidadãos atenienses, possuía o direito de voto. Mas, é o primeiro e belo modelo de um governo apoiado
em consulta popular. Roma, que recebeu uma profunda influência da cultura e dos costumes sócio-políticos gregos, extinguiu a Monarquia e implantou a República. Governada por um colegiado, o Senado e os Cônsules, conquistou todo o ocidente e grande parte do oriente. Tornou-se a maior potência militar do mundo. Júlio César, um dos maiores conquistadores da história, cria as condições básicas à formação do império que se tornaria realidade com seu sobrinho Otávio, mais conhecido como Augusto. Era o próprio Deus. Alguns dos seus descendentes enlouqueceram no exercício do poder absoluto. Inicia-se o declínio lento e inexorável do Império.
A Revolução Americana, normatizada pela Constituição de 17 de setembro de 1787, foi, indubitavelmente, o marco maior da soberania de um povo através da conquista da liberdade. O exemplo do Presidente George Washington não aceitando o terceiro mandato e repudiando a idéia dos áulicos que desejavam fazê-lo rei, consolidou o processo democrático. O imenso desenvolvimento econômico dos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, influenciou de uma maneira decisiva o surto de repúblicas que nos grassou mais diversos continentes.

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