quarta-feira, 19 de setembro de 2018

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A saga dos Veiga (XXXVII)

Por Laurentino Veiga

O abastado lisboeta Lourenço Ferreira de Melo Sucupira da Veiga, meu trisavô, aportou no Valle do Parayba nos idos de 1838. E, portanto, adquriu léguas de terras pertencentes ao Padre Manoel Marques. Diga-se, de passagem, essa transação encontra-se registrada no Cartório de Izidro Vasconcelos encravado na velha Viçosa.
Daí, então, construiu a Capelinha, a casa-grande que se chamou de Sobradão que ligava a residência oficial do patriarca português ao Santuário dos Veiga de Paulo Jacinto. Nascia, portanto, o núcleo de povoamento capitaneado pelo bravo legendário que, a princípio, vivera em Vitória de Santo Antão (PE).
A bem da verdade, fora o pioneiro e, consequentemente, o fundador da Vila que se chamou Lourenço em sua homenagem durante setenta e quatro anos. Segundo tia Antonina Veiga de Lima, em carta deixada inserida no livro “Um Genuíno Tangerino “, de autoria do primo/irmão Judá Fernandes de Lima, fora determinado oitenta tarefas de terras a fim de manter zelada/preservada a Capela São Lourenço, conforme registro no Cartório de Mauro Teixeira.
Lementavelmente, esse patrimônio fora vilipendiado por alguns descendentes que, num gesto insensato, venderam a um grande proprietário que já não faz parte deste mundo terráqueo. Desse modo, constrangeu a todos filhos do capitão Cazuza. Inclusive, o neto que tem a coragem de escrever sobre este triste episódio.
Mesmo assim, permanece intacto o Chalé da Fazenda São Lourenço construído em 1927 pelo avô materno – José Luís da Veiga Lima – capitão Cazuza, falecido em 23 de janeiro de 1945. Registre-se a iniciativa dos primos Murilo/ÉlvioVeiga/Judá Fernandes de Lima a restauração do patrimônio sagrado ocorrida e, concluída, em 24 de janeiro de 1976.
Naquela ocasião, “A imprensa se fez presente, convidada pelo primo José Sandes Veiga ( Zuza), publicando uma bela reportagem, com diversas ilustrações fotográficas, onde resumia a Saga do clã Veiga/Lima. Uma linhagem de denodados desbravadores, verdadeiros bandeirantes nordestinos, assinalando sua importante contribuição na fundação, povoação e desenvolvimento da antiga Vila Lourenço, hoje, a simpática cidade de Paulo Jacinto.”
Na página 94 do livro – Um Genuíno Tangerino – vê-se uma declaração do probo primo Judá Fernandes de Lima, que merece ser reproduzida.” Nunca pretendi fazer uma Igreja de ouro, porém sonhava ardentemente criar, na própria Capela, a ‘ Fundação Museu
Dos Veiga ‘, ou coisa parecida. Uma louvável entidade de caráter sócio/religioso/cultural com permanente comissão familiar administando o memorável patrimônio, sem nunhum ônus para os responsáveis.”
Dir-se-ia que a feliz iniciativa poderá ser concluída pelos netos do capitão Cazuza. Basta tão-somente que aja união em torno da ideia. Afinal, naquele bucólico lugar encontram-se a história de nossos ancestrais, isto é, Lourenço Ferreira de Melo Sucupira da Veiga, o pioineiro, Luís Veiga de Araújo, major Lulu, bem como o vô José Luís da Veiga Lima, capitão Cazuza, cujos restos mortais estão enterrados no interior da Capela São Lourenço, mártir da Igreja Católica Apostólica Romana. Viva os Veiga de Paulo Jacinto!

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